segunda-feira, 28 de novembro de 2016

VIVINHO DA SILVA

MANOEL HERCULANO

Viva, viva, estou vivinho da Silva
e sou todo gargalhada
sou o camarada Luiz
aquele menino magro, fraco
da fortaleza de São Luís
Eu tenho sangue nordestino
tenho esse destino teimoso
que se preza
genioso e forte feito reza
povoado de rebeldia
eita nós, quanta teimosia
Mas é tudo divino
por causa do cordel, da poesia, do menino
que antes de aprender a lição, aprendeu o hino
e desde então canta sua pátria mãe gentil
a mãe que chorou quando o filho partiu
Mãe, tô vivo
pai, viva
a princesinha do mar é mesmo uma diva
Ah, esta noite sonhei com Iracema
de mãos dadas em Ipanema
Rapaz, o mundo é grande demais
muito maior que o Ceará
será que será
maior que o Pará e Minas Gerais
Maranhão, São Paulo e os pantanais
E o Rio
olha, eu nem imaginava 
que existia um rio maior que aquele
onde eu nadava
É, o mundo dá muitas voltas
e nesse mundão a gente vive às voltas
Pois então volta, Luiz
volta pra quem te pede bis
Tá bom, eu volto
mas depois eu volto
Oh minha mãe, te agradeço, te rogo
eu sei nadar, aprendi a trilha, vivi na Ilha
e neste Rio eu já não me afogo
eu volto
mas a despedida será apenas com um até logo

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***** De volta, com este que é irmão gêmeo do poema
 ''Menino, menino'', e que falo no Coletivo Farol de Poesia em  
''Versos Autofalantes''. Eu estou surpreso e muito feliz com as
visitas aqui no Blog nos últimos meses, mais que triplicou.                                                        
Muito obrigado!
Bem, são 21h do dia 28/11/2016. 
Grande abraço.                                                                    

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