sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

SOBRE O LIVRO

Ô DE CASA - RIO MARANHÃO 
Lançamento! 

Queridos amigas e amigos,
admiradoras e admiradores da minha poesia,
agradeço por não terem desistido de mim,
digo, do meu livro. Você que reservou, que pergunta, aguarde um pouquinho mais, o lançamento será em abril, mês em que também faço aniversário. Dia 5/4, das 18 às 21h,
no CCJF - Centro Cultural da Justiça Federal,
Av. Rio Branco, 241 - Centro, RJ.
Até lá! Já tem evento no Facebook.                                                     Muito obrigado! Abraços.                                                                   MHerculano               

OBS: Por enquanto, leia os poemas aqui no Blog.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

JUSTIÇA É A SENHA

MANOEL HERCULANO

Nobre colega, data venia
o poema alega, justiça é a senha
E se dona Poesia tem direito
se é de direito
eu quero fazer direito
Ciente que há defesas e acusações
prazos, versos, petições
e tantas outras mil razões
Não me faço de rogado
vou muito bem, obrigado
Mas senhor promotor
além do meu santo protetor
cadê meu advogado?
Advocacia é vocação, caro poeta
é mover ação
estudar o bê-a-bá, o abc, a OAB
Então, senhor juiz
diga-me o que a lei nos diz
e vamos ao processo, sem retrocesso
Porém, antes da sentença
peço a palavra, sua excelência
Defendo o que acredito
este é meu veredicto
Se alguém tropeça, faz-se uma peça
e eu não juro nem diante do júri
A questão é judicial
uma boa causa não se humilha
todo julgamento é crucial
nem toda vara é de família
No Fórum, no escritório, na dificuldade
no gabinete, na Faculdade, viva a liberdade!
E assim vou às barras dos Tribunais
sem o desaforo do ´foro privilegiado`
procurador dos ´somos todos iguais`
e de quem continua sendo desprestigiado
Com um verídico termo jurídico
solicito um hábil habeas corpus
para os arautos que dão uma gravata na correria
porque hoje nos autos consta defender a poesia

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***** De volta com este poema que escrevi há algum tempo (ano
passado), homenagem aos advogados, especialmente os bons e
honestos, bem oportuno para o momento. Quero agradecer pelas
visitas aqui no Blog, confesso que estou surpreso, há dias em
que o número de visitas é quase igual ao que eu tinha por mês
tempos atrás, sendo que uma grande quantidade vem dos EUA?!
Não entendi ainda... Quanto ao LIVRO, estou na expectativa...
Muito obrigado! São 12:50h do dia 24.01.2017. Começando o
ano. Paz e Bem! Abraços.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

C O N V I T E


Coletivo FAROL de Poesia 
Manoel Herculano
Mariana Imbelloni
Marisa Vieira
                                     
                                              R E C I T A L
                    Versos Autofalantes


Fomos convidados e estamos de volta ao

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
Rua Redentor, 157 - Ipanema - RJ
(quase esquina com Rua Garcia D'Ávila)
Dia 15.12.16   -   às 19:30h
# Entrada livre, contribuição espontânea.
Ou seja, a bilheteria estará aberta mas a
decisão consciente é sua. Esperamos você!
#

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

VIVINHO DA SILVA

MANOEL HERCULANO

Viva, viva, estou vivinho da Silva
e sou todo gargalhada
sou o camarada Luiz
aquele menino magro, fraco
da fortaleza de São Luís
Eu tenho sangue nordestino
tenho esse destino teimoso
que se preza
genioso e forte feito reza
povoado de rebeldia
eita nós, quanta teimosia
Mas é tudo divino
por causa do cordel, da poesia, do menino
que antes de aprender a lição, aprendeu o hino
e desde então canta sua pátria mãe gentil
a mãe que chorou quando o filho partiu
Mãe, tô vivo
pai, viva
a princesinha do mar é mesmo uma diva
Ah, esta noite sonhei com Iracema
de mãos dadas em Ipanema
Rapaz, o mundo é grande demais
muito maior que o Ceará
será que será
maior que o Pará e Minas Gerais
Maranhão, São Paulo e os pantanais
E o Rio
olha, eu nem imaginava 
que existia um rio maior que aquele
onde eu nadava
É, o mundo dá muitas voltas
e nesse mundão a gente vive às voltas
Pois então volta, Luiz
volta pra quem te pede bis
Tá bom, eu volto
mas depois eu volto
Oh minha mãe, te agradeço, te rogo
eu sei nadar, aprendi a trilha, vivi na Ilha
e neste Rio eu já não me afogo
eu volto
mas a despedida será apenas com um até logo

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***** De volta, com este que é irmão gêmeo do poema
 ''Menino, menino'', e que falo no Coletivo Farol de Poesia em  
''Versos Autofalantes''. Eu estou surpreso e muito feliz com as
visitas aqui no Blog nos últimos meses, mais que triplicou.                                                        
Muito obrigado!
Bem, são 21h do dia 28/11/2016. 
Grande abraço.                                                                    

domingo, 13 de novembro de 2016

C O N V I T E

COLETIVO FAROL DE POESIA 
Manoel Herculano
Mariana Imbelloni
Marisa Vieira                  
                            R E C I T A L                                                      VERSOS AUTOFALANTES

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
Rua Redentor, 157 - Ipanema - RJ
Dia 22 de novembro às 19:30h
Entrada livre / Contribuição espontânea
OBS:
# O Espaço fica quase esquina com Rua Garcia D`ávila.
## Falarei o segundo poema aqui abaixo (Menino, menino), inédito.
VAMOS?
### Meu muito obrigado às presenças aqui no Blog e nas apresentações.
Grande abraço.
MH


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

HISTÓRIA DE CONTADORES

MANOEL HERCULANO


Era uma vez, duas, três
mas toda vez parecia que era a primeira vez
Porque história é assim, continua após o fim
e quem conta história já sabe
o mundo que a imaginação cabe
São malas e malas de sonhos
caixas e pacotes de viagens
para onde realidades viram miragens
E os contadores
esses nem lembram de suas dores
quando vestem o jaleco
e despem-se de alguns pudores
naquele instante são doutores
Acreditam na loucura que os chamou
na cura pelo amor
A resposta vem em forma de sorriso
de olhar encantado
outro agradecimento nem é preciso
objetivo alcançado
Eles desfazem a trama, fazem a cama, o laço
só não dispensam o abraço
para colar cada pedaço da própria alma
que ouve outro tipo de palma
antes de seguir para a próxima missão
para o próximo olhar de confissão
e continuar repetindo: Era uma vez
viva e deixe viver, era outra vez
como quem não sabia que era impossível e fez
Histórias que confortam os que suportam
o que está por vir
que despertam e que fazem o boi da cara preta dormir
Histórias que nos levam para o futuro
para os tempos passados
e trazem ao presente nossos antepassados
História de mãe, de tio, de vó
de quem lê e de quem fala de cor
História que desponta sem disputa
feito oração para quem conta, para quem escuta
Fortalecendo assim aquele fio de vitórias
renascendo enfim neste Rio de Histórias

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*****E este eu fiz recentemente, minha homenagem aos
contadores de histórias, especialmente do projeto Viva e
Deixe Viver / Rio de Histórias, que tenho me apresentado nas
festas de formatura a convite da Regina Porto. Viva!
Agora são 21:15h do dia 28 / Setembro / 2016. 
Obrigado pelas visitas aqui no Blog. E muito em breve
o meu primeiro LIVRO! Está chegando: Ô DE CASA,
RIO MARANHÃO!
Grande abraço para todos!  

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

MENINO, MENINO

MANOEL HERCULANO


Bem vindo à selva
Por favor, entre, sente-se, se sirva
Mas antes, pose para uma selfie
Nome: Luiz Manoel da Silva

Menino, menino, aonde você pensa que vai
assim, sem mãe nem pai?
Olha aqui, olha lá, aqui não é acolá
a selva é urbana, não é humana
Salve-se, você é apenas um Silva
e quem não é salvo vira alvo
na selva urbana primitiva
Trocar tua cabana por Copacabana
por um barraco na periferia?
Ah, cidade maravilhosa, como eu também queria!

Pai, eu vou, mãe, me solta
Eu prometo, vai ter volta

E aí eu fui, fui ver qual era
de repente parecia que eu vivia em outra era
falei: já é, já era
Porque não era uma vez
era toda vez, todo santo mês
Não tinha o que colher, o que comer
era de se envergonhar
às vezes não tinha nem o que sonhar

Menino, menino, presta atenção
você não acha que é muita pretensão
um sonho tão alto, sair da roça pro asfalto?
Na selva urbana não tem só animais e homens do mato
tem também o bicho homem que diz:
perdeu, me passa o que é teu ou eu te mato

Rio de Janeiro não é um riacho
com canoas deslizando rio abaixo
Sim, é um Rio lindo
como a poesia de uma tarde caindo
Mas é cheinho de novidade e confusão
eita lugar pra ter ilusão, inspiração
muito mais que no rádio e na televisão
Rio de outra vertente
nosso Rio que não nos pertence

Mas sobre isso eu não quero falar
sobre isso eu não vou calar
Porque não basta fazer barulho
tem que encher o peito de orgulho
Subir morro, descer ladeira
apesar dessa ordem desordeira
Sempre com um poema em riste
e aquela esperança corajosa que resiste

Menino, menino
a essa altura da vida
debaixo desse céu
que te salve a leitura
Nossa Senhora Aparecida
Padim Padre Cícero
e a literatura de cordel
E tudo mais o que a Escola da vida ensina
Menino, não desanima, não desanima

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***** De volta, e com mais um poema encomendado.
Eu gostei, e você? Diga-me. Já é dia 16/08/16, 00:30h.
Obrigado. Abraço.