segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A NATUREZA TEM RAZÃO

MANOEL HERCULANO

Bom dia, minha gente, meu planeta, minha aldeia
Natureza, sol e mar, céu e mais quem quer que leia
O que escrevem as estrelas em noite de lua cheia
Sejam bem-vindos ao futuro, o passado é nosso presente
Vejam o que estamos fazendo em nosso meio ambiente
Após encontro entre os povos, Rio + 20, mais a gente

               (Refrão)
E é bom lembrar que a vida é linda
Mas a natureza tem toda razão
Se o sonho d’água não acabou ainda
A gente tem que prestar mais atenção
Abrir os olhos, as janelas da mente
No dia a dia, gentilezas, carinhos
Com essa força da natureza da gente
Abra um livro, os livros abrem caminhos

Boa noite, inspiração, chuva de luz para o poeta
Por todo esse Brasilzão de cores que a lua projeta
E o poema fala assim como se fosse um profeta
Não quero fazer sermão sobre o bem no anonimato
Nem esqueço aquele irmão que vive no meio do mato
Quem contempla a natureza sente a paz em paz de fato

Seja bem-vinda, poesia, que ilumina os lugares
Abre portas e sorrisos, faz morada nos olhares
E se pinta feito Indio, e se veste com colares
Bons motivos sempre tem, aquele que olha e vê
Céu azul, planeta azul, quem não acredita, pode crer
A terra é casa e a natureza é onde todos vão beber

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*** De volta com mais um poema-canção. Há muito tempo
escrevi a primeira parte, para um trabalho, e há pouco tempo 
o concluí e gostei. E aqui está. Se quiserem me dizer se gostaram
vou ficar feliz. São 19h do dia 03/Agosto/2015. Muito obrigado
pelas visitas e grande abraço.


terça-feira, 5 de maio de 2015

POETA CARCARÁ

MANOEL HERCULANO


E o momento é novo e velho de novo
na esperança, na lembrança do velho poeta do povo
Sua linguagem, sua linhagem, sua opinião
porque o momento pede e nada impede se há união
E tomara, meu baião, que haja mais e mais
que cada um seja capaz de pisar na fulô
sem maltratar minha paz nem o nosso amor
Por isso, de novo, atenção poetas do povo!
Já não importa quem nasceu antes: a galinha ou o ovo
Sua história é minha história
e sendo assim eu ouso escrever outro poema
sobre quem não é brasileiro da gema
Porque ouço suas vozes, conheço seus destinos atrozes
seus percalços, seus pés descalços
Já sei que após cada impacto, o poema continua intacto
e o poeta segue sua vocação para ser cacto
E agora, João, as opções não são tantas
as opiniões não saem da boca das santas
Mas falam sobre tudo, sobre todos, sobre os tostões
e o matuto, astuto, exclama: eis as questões!
Quem vai encarar o carcará?
É grande sua obra e sua sina de caboclo não se dobra
ele entra na roda, sai de moda na dança das cadeiras
embora seja puro sentimento, cimento, pedra, Pedreiras
As ideias e os ideais consomem o poeta e o homem
mas existe uma força do tamanho da fome
em todo aquele que pega, mata e come


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*** E continuam as homenagens: desta vez a inspiração foi o grande João do Vale. 
Li sua biografia e, este ano o espetáculo Opinião completa 50 anos, apesar da estreia ter sido em dezembro de 1964. Este meu conterrâneo foi e será sempre grandioso. Que tal? São 18:15h do dia 5/5/2015.
PS:  dias depois mexi no poema... E depois no título... E depois... acho que chega.  

terça-feira, 3 de março de 2015

RJ 450

MANOEL HERCULANO


Tiro o chapéu e vou à Praia Vermelha estender o tapete
Te dou o troféu e canto parabéns pra você em falsete
Depois mando aquele abraço aqui da Primeiro de Março
Porque já viajei pelo mundo do Mundoca
E hoje Largo do Machado mas não Largo da Carioca
Meu Rio do Estácio, de Copacabana, do Maracanã
Te amar é fácil, por toda a semana, em cada manhã
Lá na Lapa o Rio é festa, na Tijuca é floresta
Na favela o morro se revela, vira Pão de Açúcar na novela
Mas haja coragem para pedir passagem, pedir ajuda
Corcovado, que o Cristo Redentor nos acuda
Para que tenhamos mais respeito, mais cuidado
E no futuro o Rio não morra de saudade do passado
Este Rio que é love, é jovem, é velho, que é Vila, é Barra, é belo
Aqui, São Cristóvão, o mundo é bem vindo
O cartão postal do RJ continua lindo
Um Rio que cai no samba e ri da queda
Entre mar e montanhas da Selva de Pedra
Rio de saraus, de sonhos e sons do réveillon
De bem pra lá do Irajá, de muito além do Leblon
Rio que corre para o mar de sol e praias
Fura a fila e desfila sob aplausos e vaias
Cidade Poema por cima e por debaixo dos panos
O Rio agora é uma Garota de Ipanema de 450 anos
Maravilhosa cidade, somos todos teus reféns
Desejo-te felicidade e, mais uma vez, parabéns!

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--- Aqui está minha homenagem a esta cidade espetacular, 
apesar de tudo. O RJ é minha segunda terra natal, espero
que gostem. São 17h do dia 03/03/2015. Viva o Rio! Rio, viva! 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

VISITAS

MANOEL HERCULANO

Eles são três, eles são reis
Eles são festejados dia seis
E janeiro é que é o mês
A vez da poesia na folia de Reis
Maria, a estrela no oriente
Alegria, visitas e presentes
Portanto, aos Reis Magos
Por tudo, por tantos afagos
Com festa vamos parabenizar
Gaspar, Melchior e Baltazar
O Menino e José também
Quem não é rei, mas é do bem
É de Belém, de paz e bem
Jerusalém, Jesus, amém 
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--- De volta e, para o Blog começar bem 2015, um pequeno
poema, uma grande saudação. Feliz Ano Novo para todos nós,
com muita Luz, Saúde e Prosperidade! São 18:45h do dia 9
de janeiro. Paz e Bem! Abraços e beijos.  


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

CACHO DE COCO

MANOEL HERCULANO

Com toda educação eu peço palmas para as palmeiras
é minha saudação
de todo coração
de toas as maneiras Palmas também para o sol que sempre raiou no arraiá iluminando cada palmeira onde um dia cantou o sabiá Palmas para aquelas matas onde ainda voa a nambuaçu e para os coqueiros daquelas terras que dão coco babaçu Trago na palma da mão a dança do coco
o coco de roda sons lá do coqueiral onde Cocô Chanel nunca foi moda Palmas para as brincadeiras e o heroísmo das quebradeiras
que quebram o coco e não recebem o troco na mesma moeda mas levantam-se com toda dignidade após cada queda E debaixo dos caracóis de um lindo cacho de coco babaçu
controlam suas vaidades e cantarolam saudades e Babalu Ou deixam presa na garganta a dor de viver naquela terra
onde a formiga canta a cigarra trabalha e o cabra berra
apesar do som do tambor e do clamor do forró pé de serra
Tirar azeite de coco é fácil para quem já tirou leite de pedra e vive o deleite de não saber quem foi a mitológica Fedra Mas acredita na sorte de um achado
no corte do machado e num próspero futuro
naquele chão duro
chão rachado Porque quando a música do vento toca as palhas festeiras a esperança promove um evento
e se espalha nas esteiras
Sim minha terra tem palmeira de coco babaçu de norte a sul Carrego no coco da cabeça o cocar
sob sol
chuva e céu azul

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VOLTEI, COM ESTE POEMA ENCOMENDADO... JÁ É DIA 06/11/14!
AGRADEÇO A TODOS E GRANDE ABRAÇO.

sábado, 9 de agosto de 2014

SIMPLES IMORTAL

MANOEL HERCULANO

A poesia era o sustentáculo, inclusive em suas aulas espetáculo
Porque a arte de viver ele sabia de cor
E numa conversa informal, descobria-se um simples imortal
Que se identificava mais com o Chicó
Quando abriam-se as cortinas, estreia da vida nas festas juninas
Ele contava porque não era vegetariano
Tantas histórias, tantos prêmios, nasceu sob signo de gêmeos
Mas já estava escrito que seria Ariano
No início era o verso a clamar, uma mulher vestida de sol
Princípio do verbo amar, do amor pelo futebol
Em sua boca a palavra erudita era dita como se quisesse pabular
E misturar-se com a fábula, a parábola, com o dito popular
Todas juntas, a boa preguiça, a liberdade, a justiça e a farsa
Ele falava sobre tudo com a elegância da garça
Pois foi mestre do primeiro ao último semestre
E assim, com toda a sua imortalidade, sua criatividade vital
Viajou pelo mundo sem sair do seu quintal
Foi o rei da pedra do reino e da gente
Okay? Não, ele preferia oxente
A linguagem paraibense, paraibana
A genuína língua brasileira pernambucana
E lá se foi ele para o alto, com sua luz jamais desaparecida
Foi para além dos autos, do auto da compadecida
Escreveu sua história, nossa história
E quem quiser que assunte, que assuma
Na arte fez sua parte, sua sina, Suassuna

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De volta com mais uma homenagem, desta vez feita ao Grande Suassuna.
Me apresentaram ao João, neto dele, que ao saber, pediu que lhe enviasse.
Hoje decidi enviar, e postar aqui, e seja o que Deus quiser!
São 17:45h do dia 9/8/2014. Abraços!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

OUTROS VIVAS

MANOEL HERCULANO

E darei vivas à vida, outros vivas, bem vivos, de viva voz
direi que vivo entre nós os entretantos de uma vida à sós
Vida, viva nós, viva vós, viva a sabedoria na voz dos avós
Meu viva aos xodós, aos roxos de amor, aos rouxinóis
aos que vivem entre as estrelas, sob as luas, sob os sóis
sobre solo maranhense com seus lenços, seus lençóis
e aos que solam em dó maior, sem dó, nos forrobodós 
Viva, viva Codó e os esquimós, Mossoró e os cafundós   
Caraca, viva as cascatas, as cataratas do Iguaçu e sua foz 
viva o que vela e é veloz, o que é fera e não é feroz
Viva as Caróis, com seus caracóis, seus cachos e cachecóis  
viva também os bobos, os bobós, os Bozos, os Bozós 
o Pedro Bó, e quem parece ser bocó mas tem borogodó
Viva o desfile dos filés, das Filós, dos feijões, dos Feijós   
nos bares, nos bazares, nas brechas, nos brechós 
Viva o canto e o choro dos Chororós, dos curiosos e curiós
e mais um viva aos forrós, aos faróis, ao faro dos faraós
Viva nossos pais, nossos paióis e o carimbo dos carimbós
quem sonhou ser Cauby, cowboy, afogado em seus gorós 
Viva o albatroz, vos peço pelos poros dos alhos-porós
pelos galos e seus gogós, cocoricós, suas galinhas carijós
Viva os que sabem onde dói e não saberemos que são heróis
e aquele que se reconstrói em dias azuis via linha dos anzóis
Viva a paciência dos Jós, viva Carlitos Chaplin e os caritós
os pálidos impávidos que jogam palitos trajando paletós           
Viva os áridos e aquele toró que foi beber água no tororó
os que sabem de cor um hit do Dicró e a dor que lhe corrói
os que não cabem no trem, no trenó, na barca Rio-Niterói
Viva as graduações e suas pós, viva alguns contras e prós
e ainda os quiprocós, antes e após se desatar o nó dos cipós
Um viva para os pataxós, para os que socorrem os socós
os atuns, os atóis, os jilós, os girassóis, viva as cidades Jericós 
Pelo mágico de Oz, só sei que foi assim, como dizem os Chicós
                                                                   
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***Este poema deu trabalho, ufa! O escrevi (o esqueleto) em 2011, e
toda vez que ia postar aqui no Blog eu pensava nele, tentava terminá-lo,
mas acabava desistindo... desta vez bati o pé, por isso demorei, e ainda
posso mexer, já até troquei o título (De Viva Voz). Bem, é madrugada,
são quase 3h do dia 23/junho/2014. Agradecido! Abraços!