sábado, 8 de junho de 2013
R O M A N O
MANOEL HERCULANO
Mas para quem gosta, degusta e aposta nas letras
tanto faz que sejam garrafais
brancas ou pretas
E aquela voz de pais e avós que não se calava
hoje ainda se manifesta na festa do amor pela palavra
O escritor é um escultor de frases
o poeta se inquieta como os hifens, as crases
Mas há um tema, uma voz a lhe dizer que não tema
porque ainda que entre aspas caia o trema
sempre existirá assunto para outro poema
Entre parênteses, parentes e seus dedos de prosa
verso que no dia a dia com a poesia se entrosa
Som da palavra falada, escrita, que calada, grita
para que então confesse quem nunca confessou
este poema é minha prece para um professor
Ele é mestre e se veste de simples humano
passa no teste, ensina, escreve e assina: Romano
---------------------------------------------------------------------------------
*** Há mais ou menos um ano me pediram para escrever um poema em homenagem a um poeta. Na dúvida se conseguiria, escrevi. Esta semana encontrei o poema entre meus escritos, ontem uma amiga havia me falado sobre esse poeta, e hoje, após ver um post dele no facebook, resolvi postar o poema aqui no Blog. Sim, é Affonso Romano de Sant'Anna. O livro/coletânea saiu em Minas, mas ainda não vi... São 21h do dia 08/06/2013. É isso, agradeço a todos pelas visitas aqui. Voltem sempre! Abraços e beijos.
Mas para quem gosta, degusta e aposta nas letras
tanto faz que sejam garrafais
brancas ou pretas
E aquela voz de pais e avós que não se calava
hoje ainda se manifesta na festa do amor pela palavra
O escritor é um escultor de frases
o poeta se inquieta como os hifens, as crases
Mas há um tema, uma voz a lhe dizer que não tema
porque ainda que entre aspas caia o trema
sempre existirá assunto para outro poema
Entre parênteses, parentes e seus dedos de prosa
verso que no dia a dia com a poesia se entrosa
Som da palavra falada, escrita, que calada, grita
para que então confesse quem nunca confessou
este poema é minha prece para um professor
Ele é mestre e se veste de simples humano
passa no teste, ensina, escreve e assina: Romano
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*** Há mais ou menos um ano me pediram para escrever um poema em homenagem a um poeta. Na dúvida se conseguiria, escrevi. Esta semana encontrei o poema entre meus escritos, ontem uma amiga havia me falado sobre esse poeta, e hoje, após ver um post dele no facebook, resolvi postar o poema aqui no Blog. Sim, é Affonso Romano de Sant'Anna. O livro/coletânea saiu em Minas, mas ainda não vi... São 21h do dia 08/06/2013. É isso, agradeço a todos pelas visitas aqui. Voltem sempre! Abraços e beijos.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
VIGE MARIA
MANOEL HERCULANO
REF: Mar, maré, maresia
Vige Maria, minha mãe Maria
Lua, estrela, noite, dia
Vige Maria, todas as Marias
Eu vim pra esse mundo de meu Deus
Na bagagem sonhos, quase todos meus
Mas ando com saudade de você
Quero te rever, lá no Reviver
Eu às vezes ouço o teu cantar
Logo quero ir lá, pra te escutar
Na volta quero todos os sorrisos
Todos os abraços, todos sem avisos
Mas com esta saudade toda minha
Canto nossa terra, mãe Mariazinha
E aquela voz veloz feito trovão
Me abriu caminhos em abril no Maranhão
------------------------------------------------------------
*** De volta com esta letra/canção que fiz há alguns anos sobre saudades. Música foi minha primeira manifestação artística, na infância, ouvindo minha mãe cantar nos caminhos da roça em Santa Isabel-MA, e depois o rádio. Resolvi postar após meu niver, ontem. Hoje, 26/04/2013, são 22h. Até mais! Obrigado! Beijos.
REF: Mar, maré, maresia
Vige Maria, minha mãe Maria
Lua, estrela, noite, dia
Vige Maria, todas as Marias
Eu vim pra esse mundo de meu Deus
Na bagagem sonhos, quase todos meus
Mas ando com saudade de você
Quero te rever, lá no Reviver
Eu às vezes ouço o teu cantar
Logo quero ir lá, pra te escutar
Na volta quero todos os sorrisos
Todos os abraços, todos sem avisos
Mas com esta saudade toda minha
Canto nossa terra, mãe Mariazinha
E aquela voz veloz feito trovão
Me abriu caminhos em abril no Maranhão
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*** De volta com esta letra/canção que fiz há alguns anos sobre saudades. Música foi minha primeira manifestação artística, na infância, ouvindo minha mãe cantar nos caminhos da roça em Santa Isabel-MA, e depois o rádio. Resolvi postar após meu niver, ontem. Hoje, 26/04/2013, são 22h. Até mais! Obrigado! Beijos.
quarta-feira, 20 de março de 2013
SOU DÓ RÉ MI FÁ SOL
MANOEL HERCULANO
Amanheço e já não me sinto só, sinto-me sol
E só anoiteço para sonhar com o sol da meia noite
Com a alvorada, e despertar na manhã ensolarada
Sol que madruga, que seca, enxuga, coisa e tal
Sol que bronzeia, a bonita, a feia, a roupa no varal
Sol que queima, que vai e vem, e volta, e teima
Com seus raios, reestreando todo santo dia, sem ensaios
Faça sol ou faça chuva, eu te espero na curva
Na esquina, no farol ou embaixo do lençol
O mundo gira, tudo pode girar, virar girassol
E neste solo, quero fazer um solo musical, em si bemol
E solar, como um rouxinol
Eu sou solar, sou dó ré mi fá sol
O sol que se põe e faz com que eu me ponha a pensar
Ao vê-lo mergulhar atrás da montanha ou do mar
Fim de tarde, despedida covarde, uma quase agonia
E no final do dia, com toda minha covardia
Sem linha nem anzol
Bem que eu ainda gostaria de pescar o sol
---------------------------------------------------------------------------------
*** Mais de um mês sem postar... Mas voltei com este poema que está no espetáculo e não estava aqui. Então, atendendo a pedidos (apenas um, da Eny Pires, que o tem como preferido) resolvi postá-lo. E também em homenagem a Emílio Santiago que nos deixou hoje e que era absolutamente afinado em todas as notas musicais. E porque hoje iniciou esta linda estação que é o outono. E porque amanhã é o Dia Mundial da POESIA. E porque hoje estarei com Ferreira Gullar. E porque no próximo dia 25 completarei 25 anos no Rio de Janeiro! Ufa, muitos motivos, além de ser um poema que agrada bastante quando eu falo, e me sinto feliz por tê-lo escrito. Enfim, aqui está, comentem, por favor. São 16:00h do dia 20/03/2013. Um grande abraço e até breve, com outro poema, porque sempre passo por aqui, claro. Ah, para quem ainda não sabe, a pessoa veio do MARANHÃO!... rsrs.
Amanheço e já não me sinto só, sinto-me sol
E só anoiteço para sonhar com o sol da meia noite
Com a alvorada, e despertar na manhã ensolarada
Sol que madruga, que seca, enxuga, coisa e tal
Sol que bronzeia, a bonita, a feia, a roupa no varal
Sol que queima, que vai e vem, e volta, e teima
Com seus raios, reestreando todo santo dia, sem ensaios
Faça sol ou faça chuva, eu te espero na curva
Na esquina, no farol ou embaixo do lençol
O mundo gira, tudo pode girar, virar girassol
E neste solo, quero fazer um solo musical, em si bemol
E solar, como um rouxinol
Eu sou solar, sou dó ré mi fá sol
O sol que se põe e faz com que eu me ponha a pensar
Ao vê-lo mergulhar atrás da montanha ou do mar
Fim de tarde, despedida covarde, uma quase agonia
E no final do dia, com toda minha covardia
Sem linha nem anzol
Bem que eu ainda gostaria de pescar o sol
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*** Mais de um mês sem postar... Mas voltei com este poema que está no espetáculo e não estava aqui. Então, atendendo a pedidos (apenas um, da Eny Pires, que o tem como preferido) resolvi postá-lo. E também em homenagem a Emílio Santiago que nos deixou hoje e que era absolutamente afinado em todas as notas musicais. E porque hoje iniciou esta linda estação que é o outono. E porque amanhã é o Dia Mundial da POESIA. E porque hoje estarei com Ferreira Gullar. E porque no próximo dia 25 completarei 25 anos no Rio de Janeiro! Ufa, muitos motivos, além de ser um poema que agrada bastante quando eu falo, e me sinto feliz por tê-lo escrito. Enfim, aqui está, comentem, por favor. São 16:00h do dia 20/03/2013. Um grande abraço e até breve, com outro poema, porque sempre passo por aqui, claro. Ah, para quem ainda não sabe, a pessoa veio do MARANHÃO!... rsrs.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
FIM DE MÊS
MANOEL HERCULANO
Quando aquele mundo caiu, nosso sonho desabou
não foi combinado, mas no dia marcado
eu entrei, você saiu, e o mundo não acabou
Tudo bem, ter esperança já é do meu feitio
na balança, no balanço, lá em alto mar
ou cá, ao som da bateria, na periferia deste rio
No calor, no frio, sem você, o que fazer?
na balança, no balanço, lá em alto mar
ou cá, ao som da bateria, na periferia deste rio
No calor, no frio, sem você, o que fazer?
Tudo tem tanto daquele encanto
no poema que leio, na canção que assovio
Mas com ou sem final feliz
neste balancê eu me resolvo
está na minha raiz, cresci povoado, nasci povo
que tropeça e recomeça tudo no ano novo
Somos assim, constituídos para lutar até o fim
está na minha raiz, cresci povoado, nasci povo
que tropeça e recomeça tudo no ano novo
Somos assim, constituídos para lutar até o fim
e no meio disso tudo, ali, bem no meio
eu creio, a gente sempre faz nosso recreio
pois conhecemos os conflitos, os confins
o endereço dos aflitos, dos afins
e os meios que não justificam tantos fins
eu creio, a gente sempre faz nosso recreio
pois conhecemos os conflitos, os confins
o endereço dos aflitos, dos afins
e os meios que não justificam tantos fins
Mas olha, realmente houve um fim
o mundo de fato desabou, só que não acabou
o mundo de fato desabou, só que não acabou
E o santo, ah, o santo ainda é de barro
portanto, inclusive os que andam de carro
muito cuidado com o andor
Já existe tanta dor, por tantos finais
dos anos, dos natais, dos mundos, dos carnavais
que logo logo aqui jaz mais um ano, um fulano
um herói que não foi feliz por um triz, por engano
cena que dói no coração da atriz, do palco italiano
Um poeta, um atleta filho de algum Raimundo
que não fez questão de viver para ver o fim do mundo
Apressou-se o evento com fogos e champagne
apresentou-se o invento órfão de pai e mãe
e o mundo não acabou, não desta vez
Um ano novo, com sua altivez, meteu o pé na porta
porém, ironicamente, infelizmente, Inês já era morta
restaram os rastos, alguns restos e todos os gastos
Então, segurem as pontas, a cada fim de mês
porque quando chegarem as contas
aí, sim, quem sabe, talvez...
----------------------------------------------------------------------------------
*** Seguinte: um grupo que participo (OLDI), vive sugerindo temas e, às vezes, escrevo incluindo todas as sugestões, que já resultaram em grandes poemas, como foi o caso de "O Quinto Amor". E aqui está o último desafio do grupo, achei oportuno postar logo no Blog, nesta quarta-feira de cinzas, após um carnaval que me assombrou, e em que a Mangueira mais uma vez... Enfim, parabéns para a campeã Vila Isabel. Comentem este e outros poemas, se possível. Obrigado! São 17:45h do dia 13/02/13. Grande abraço para todos!!!
portanto, inclusive os que andam de carro
muito cuidado com o andor
Já existe tanta dor, por tantos finais
dos anos, dos natais, dos mundos, dos carnavais
que logo logo aqui jaz mais um ano, um fulano
um herói que não foi feliz por um triz, por engano
cena que dói no coração da atriz, do palco italiano
Um poeta, um atleta filho de algum Raimundo
que não fez questão de viver para ver o fim do mundo
Apressou-se o evento com fogos e champagne
apresentou-se o invento órfão de pai e mãe
e o mundo não acabou, não desta vez
Um ano novo, com sua altivez, meteu o pé na porta
porém, ironicamente, infelizmente, Inês já era morta
restaram os rastos, alguns restos e todos os gastos
Então, segurem as pontas, a cada fim de mês
porque quando chegarem as contas
aí, sim, quem sabe, talvez...
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*** Seguinte: um grupo que participo (OLDI), vive sugerindo temas e, às vezes, escrevo incluindo todas as sugestões, que já resultaram em grandes poemas, como foi o caso de "O Quinto Amor". E aqui está o último desafio do grupo, achei oportuno postar logo no Blog, nesta quarta-feira de cinzas, após um carnaval que me assombrou, e em que a Mangueira mais uma vez... Enfim, parabéns para a campeã Vila Isabel. Comentem este e outros poemas, se possível. Obrigado! São 17:45h do dia 13/02/13. Grande abraço para todos!!!
*Revisto em julho/2022 para entrar no livro POEMAS SÃO DESTINOS / 2022
*15 anos de Poesia!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O L I N D E Z A S
MANOEL HERCULANO
E nada de ado-ado-ado cada um no seu quadrado/ Aqui seguimos pelo mesmo lado de tuas calçadas/ Pelas mesmas esquinas de tuas ruas ladrilhadas/ E eu me atrevo porque são muitos os encantos / O teu frevo e todos nós nos quatro cantos/ Sem descanso, sem discórdia/ Felizes da vida subimos a ladeira da misericórdia/ Olinda, olindezas, tuas redondilhas, tuas redondezas/ Sou mais um jogado aos teus pés/ Para dizer-te o quanto linda tu és/ Cada praça, cada Igreja/ Cheia de graça, que assim seja/ A tua história, os teus visitantes/ O ontem agora, nesses nossos instantes/ E a noite, que já é uma criança, a todos contagia/ Fica fácil voltar à infância e fazer estripulia/ Ainda que o galo cante, que o horizonte desponte/ Com inspiração para se viver um novo dia/ Tua noite é para se beber, embeber-se de poesia/ E foi neste clima que o poema amanheceu/ Vestido de rima o sol se acendeu/ Quando lá de cima uma luz nos transcendeu/ Os olhos se abriram, o dia e a vida sorriram/ E então aconteceu mais um milagre/ Realizando o desejo que cada minuto se consagre/ Porque a vida é este e o próximo instante/ Que bem vividos, minha Olinda, já são o bastante.
___________________________________________
*** De volta com este poema que escrevi em/para Olinda durante a Fliporto 2012. Impossível não escrever em Olinda, ainda mais durante a Fliporto... Enfim, dois meses depois, aqui está OLINDEZAS. Agora são 23:50h do dia 18/01/2013. Digam alguma coisa! Obrigado! Abraços e beijos e até breve!!!
E nada de ado-ado-ado cada um no seu quadrado/ Aqui seguimos pelo mesmo lado de tuas calçadas/ Pelas mesmas esquinas de tuas ruas ladrilhadas/ E eu me atrevo porque são muitos os encantos / O teu frevo e todos nós nos quatro cantos/ Sem descanso, sem discórdia/ Felizes da vida subimos a ladeira da misericórdia/ Olinda, olindezas, tuas redondilhas, tuas redondezas/ Sou mais um jogado aos teus pés/ Para dizer-te o quanto linda tu és/ Cada praça, cada Igreja/ Cheia de graça, que assim seja/ A tua história, os teus visitantes/ O ontem agora, nesses nossos instantes/ E a noite, que já é uma criança, a todos contagia/ Fica fácil voltar à infância e fazer estripulia/ Ainda que o galo cante, que o horizonte desponte/ Com inspiração para se viver um novo dia/ Tua noite é para se beber, embeber-se de poesia/ E foi neste clima que o poema amanheceu/ Vestido de rima o sol se acendeu/ Quando lá de cima uma luz nos transcendeu/ Os olhos se abriram, o dia e a vida sorriram/ E então aconteceu mais um milagre/ Realizando o desejo que cada minuto se consagre/ Porque a vida é este e o próximo instante/ Que bem vividos, minha Olinda, já são o bastante.
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*** De volta com este poema que escrevi em/para Olinda durante a Fliporto 2012. Impossível não escrever em Olinda, ainda mais durante a Fliporto... Enfim, dois meses depois, aqui está OLINDEZAS. Agora são 23:50h do dia 18/01/2013. Digam alguma coisa! Obrigado! Abraços e beijos e até breve!!!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
RETRATO FALADO
MANOEL HERCULANO
Bem feito, bendito, dito e feito, digo e repito: eu não sei
Não sei porque, quando, onde, como aconteceu
Na verdade, confesso que nem doeu
Foi tudo muito rápido, automático, mágico
E eu só sei que naquele segundo o mundo emudeceu
Ela me tomou de assalto, aliás, aquilo foi um assalto
Mal me lembro que era final de setembro
E ela, uma fera, disfarçada de primavera
Mais que isso não me recordo
A não ser quando eu acordo, olho a natureza
E, vagamente, porém, perfeitamente
Dou de cara com sua irretocável beleza
Olhos castanhos que de tão belos pareciam estranhos
Mãos de fino trato e uma boca que era um desacato
Era um gingado, um rebolado e um par de pernas
Que saíam por aí fazendo badernas
Da ponta dos cabelos aos tornozelos, pura provocação
Acima e abaixo da cintura, estonteante tortura, tentação
Olha, foi um grande susto
Mas aquele busto panorâmico amenizava meu pânico
Pois quando ela esbarrou em mim, pensei: é o meu fim
Ao tocar sua pele comecei a trocar R por L
Como um relâmpago ela roubou meu já descrente coração
Me acertou no âmago, nem deu tempo de tentar uma reação
Acho que foi isso, doutor, e desde então assim estou, abalado
Mas sobre um amor imponderável não dá para ficar calado
Como também não é recomendável confiar neste retrato falado
---------------------------------------------------------------
***** Após um tempo pensando, escolhendo (muitos poemas necessitando de revisão e outros de conclusão) me decidi por este que escrevi em 2010. Espero que curtam. São 17h do dia 12/12/12. Que data!!! Comentem! Obrigado! Beijos e abraços.
PS: Este poema, que eu nunca havia nem lido em público, foi escolhido pela minha amiga Márcia Drumond para ser falado em seu casamento com Cláudio, ontem, dia 10/08/13. Confesso que relutei um pouco. Por que não um dos que já sei de cor? Mas ela queria este, fazer o quê?... Falei e fiquei surpreso com o retorno que tive lá mesmo, agradou tanto que o estou vendo com outros olhos, acho até que vou colocá-lo no espetáculo. Porém, tive que mexer em alguns versos, pois para decorar um poema ele tem que se ajustar a uma certa musicalidade. Mas agora acho que coloquei o ponto final, já é BENDITO. Obrigado, Márcia. Agradeço a todos!
Bem feito, bendito, dito e feito, digo e repito: eu não sei
Não sei porque, quando, onde, como aconteceu
Na verdade, confesso que nem doeu
Foi tudo muito rápido, automático, mágico
E eu só sei que naquele segundo o mundo emudeceu
Ela me tomou de assalto, aliás, aquilo foi um assalto
Mal me lembro que era final de setembro
E ela, uma fera, disfarçada de primavera
Mais que isso não me recordo
A não ser quando eu acordo, olho a natureza
E, vagamente, porém, perfeitamente
Dou de cara com sua irretocável beleza
Olhos castanhos que de tão belos pareciam estranhos
Mãos de fino trato e uma boca que era um desacato
Era um gingado, um rebolado e um par de pernas
Que saíam por aí fazendo badernas
Da ponta dos cabelos aos tornozelos, pura provocação
Acima e abaixo da cintura, estonteante tortura, tentação
Olha, foi um grande susto
Mas aquele busto panorâmico amenizava meu pânico
Pois quando ela esbarrou em mim, pensei: é o meu fim
Ao tocar sua pele comecei a trocar R por L
Como um relâmpago ela roubou meu já descrente coração
Me acertou no âmago, nem deu tempo de tentar uma reação
Acho que foi isso, doutor, e desde então assim estou, abalado
Mas sobre um amor imponderável não dá para ficar calado
Como também não é recomendável confiar neste retrato falado
---------------------------------------------------------------
***** Após um tempo pensando, escolhendo (muitos poemas necessitando de revisão e outros de conclusão) me decidi por este que escrevi em 2010. Espero que curtam. São 17h do dia 12/12/12. Que data!!! Comentem! Obrigado! Beijos e abraços.
PS: Este poema, que eu nunca havia nem lido em público, foi escolhido pela minha amiga Márcia Drumond para ser falado em seu casamento com Cláudio, ontem, dia 10/08/13. Confesso que relutei um pouco. Por que não um dos que já sei de cor? Mas ela queria este, fazer o quê?... Falei e fiquei surpreso com o retorno que tive lá mesmo, agradou tanto que o estou vendo com outros olhos, acho até que vou colocá-lo no espetáculo. Porém, tive que mexer em alguns versos, pois para decorar um poema ele tem que se ajustar a uma certa musicalidade. Mas agora acho que coloquei o ponto final, já é BENDITO. Obrigado, Márcia. Agradeço a todos!
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