ANDEI NO ANDARAÍ
Fui ao Andaraí
E andei por ali, por aqui, por aí
E andando encontrei muita gente boa
Gente que não vive à deriva, à toa
Crianças, jovens, coroas
Danças de almas boas
Andança de olhares
Milhares de sonhos de pessoas
Eu andei no Andaraí
E quero te encontrar andando por aqui
Somos luz e o livre arbítrio nos conduz
A CIDADE DE DEUS É NOSSA CIDADE
Fui à Cidade de Deus
E o encontro se deu entre os seus
Deus do céu, da cidade, do fiel à amizade
Deus do saber, de quem quer saber
E da poesia que também nos quer
Quer juntar-se a você e eu, se Deus quiser
A Cidade de Deus é nossa cidade
Os filhos são teus e nossa também é a felicidade
Meu Deus, na Cidade de Deus cabem todas as artes
Todos os encontros em todas as partes
E os poemas que eu acreditava que eram só meus
Descobri que entre amigos
Até aqueles versos mais antigos
Também são deles, estão na Cidade de Deus
PROVIDENCIAL
Fui ao Providência e foi providencial
Uma prova, uma cadência, uma trova especial
Entre a palavra e sua leitura
A criatividade, a criação e a criatura
Momentos iluminados onde cada um é regente
Pensamentos que iluminam a vida da gente
A mente do menino e da menina
A semente que nasce com a poesia matutina
E todos os versos com ou sem rima
Esta é a evidência da providência divina
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*** Esta trilogia é minha homenagem a essas Comunidades onde coordenei encontros de poesia (Oficina da Palavra) durante mês de janeiro. Experiências incríveis! Estou postando neste 19/02/2011, e agora são 23:20h, mas, detalhe: hoje terminou horário de verão, então eu comecei a escrever quase meia-noite e... Enfim, homenagem feita e postada. Poesia que segue... Até breve!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
SOGRA É A SUA VÓ
MANOEL HERCULANO
Eu sinto tanta saudade da vovó, mas tanta, tanta, que até sobra
E aí, não apenas por dó, sinto saudade também da minha sogra
As duas possuem qualidades, peculiaridades, defeitos e afins
Com elas já vivi momentos que são raridades, bons e ruins
Se uma tem a fama de ser chata, entrona, a que chega e fica
A outra não usa chibata mas supervisiona e com jeitinho implica
Elas viraram personagens e a sogra quase sempre é a vilã
Mas entre mitos e bobagens a vovozinha poderá oferecer a maçã
E como é uma arte saber desatar nó, fazer e desfazer manobra
Digo-lhes que nem toda sogra é vó, mas toda vovó é ou foi sogra
Portanto, por que o espanto, se uma ou outra nunca vem só
E se você ainda quer xodó, vá ao tororó, porque sogra é a sua vó
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--- E neste 30/01/2011, quase meia-noite, estou postando esta homenagem que fiz a essas duas personagens reais e importantes em nossas vidas. Ah, mais um poema com temas sugeridos pela OLDI.
Eu sinto tanta saudade da vovó, mas tanta, tanta, que até sobra
E aí, não apenas por dó, sinto saudade também da minha sogra
As duas possuem qualidades, peculiaridades, defeitos e afins
Com elas já vivi momentos que são raridades, bons e ruins
Se uma tem a fama de ser chata, entrona, a que chega e fica
A outra não usa chibata mas supervisiona e com jeitinho implica
Elas viraram personagens e a sogra quase sempre é a vilã
Mas entre mitos e bobagens a vovozinha poderá oferecer a maçã
E como é uma arte saber desatar nó, fazer e desfazer manobra
Digo-lhes que nem toda sogra é vó, mas toda vovó é ou foi sogra
Portanto, por que o espanto, se uma ou outra nunca vem só
E se você ainda quer xodó, vá ao tororó, porque sogra é a sua vó
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--- E neste 30/01/2011, quase meia-noite, estou postando esta homenagem que fiz a essas duas personagens reais e importantes em nossas vidas. Ah, mais um poema com temas sugeridos pela OLDI.
domingo, 2 de janeiro de 2011
ANO DEZ
MANOEL HERCULANO
Com os devidos direitos, eu não direi 'até logo' nem 'até breve'
Com os pedidos feitos, me despedirei como quem não deve
Objetivos eleitos, agradecimentos refeitos, sou o que se atreve
Porque a pedida é uma despedida com um 'até nunca mais'
E assim despeço-me de mais um ano, um ano demais
Às vezes leve, às vezes leviano, mas confiante, a favor da paz
Despeço-me livre, perseverante, como se voasse a dez mil pés
Como se me doasse, porque querendo ou não, foi um ano dez
Hora de subir ao pódio com medalhas de ouro, prata, bronze
Coração sem ódio para que, após o ano dez, que venha o onze
Com mais canções e poemas, razões para felicidades plenas
Muito mais amizade, de verdade, tipo dez, dezenas, centenas
E que venham os encontros entre iguais e diferentes
E todos os pontos que elevam o positivo de nossas mentes
Venha ano novo, e que o velho tenha vez de novo
Venha esperança, com a vitalidade de uma criança
Vida que segue, coração entregue ao amor e sua astúcia
Não há como fugir, a saída é interagir com a poesia que pulsa
No ano novo, na novidade do de novo, da alegria avulsa
Porque quando o mundo se abre, a vida te cabe, não te expulsa
E não é à toa que achamos a vida boa quando a arte discursa
Então eu digo adeus, com muita coragem, ao ano que partirá
Desejo boa viagem, pois com minha bagagem, eu sei desde já
Quem bate na porta da frente, todo contente, não se contentará
Um ano novinho, cheinho de amor pra dar, e sua mensagem
Não é miragem, é o ano novo que também já está de passagem.
------------------------------------------------------------------------
--- Estou de volta, e desta vez não demorei, para fechar um ano e abrir o outro poeticamente. Aqui está ANO DEZ, feito recentemente e postado às 17:20h deste dia 02/01/2011. E como escrevi no Facebook: "NADA CONTRA MEDALHAS DE PRATA E BRONZE/ MAS EU QUERO OURO EM DOIS MIL E ONZE". Viva a poesia, viva a vida, no ano novo e sempre!!!
Com os devidos direitos, eu não direi 'até logo' nem 'até breve'
Com os pedidos feitos, me despedirei como quem não deve
Objetivos eleitos, agradecimentos refeitos, sou o que se atreve
Porque a pedida é uma despedida com um 'até nunca mais'
E assim despeço-me de mais um ano, um ano demais
Às vezes leve, às vezes leviano, mas confiante, a favor da paz
Despeço-me livre, perseverante, como se voasse a dez mil pés
Como se me doasse, porque querendo ou não, foi um ano dez
Hora de subir ao pódio com medalhas de ouro, prata, bronze
Coração sem ódio para que, após o ano dez, que venha o onze
Com mais canções e poemas, razões para felicidades plenas
Muito mais amizade, de verdade, tipo dez, dezenas, centenas
E que venham os encontros entre iguais e diferentes
E todos os pontos que elevam o positivo de nossas mentes
Venha ano novo, e que o velho tenha vez de novo
Venha esperança, com a vitalidade de uma criança
Vida que segue, coração entregue ao amor e sua astúcia
Não há como fugir, a saída é interagir com a poesia que pulsa
No ano novo, na novidade do de novo, da alegria avulsa
Porque quando o mundo se abre, a vida te cabe, não te expulsa
E não é à toa que achamos a vida boa quando a arte discursa
Então eu digo adeus, com muita coragem, ao ano que partirá
Desejo boa viagem, pois com minha bagagem, eu sei desde já
Quem bate na porta da frente, todo contente, não se contentará
Um ano novinho, cheinho de amor pra dar, e sua mensagem
Não é miragem, é o ano novo que também já está de passagem.
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--- Estou de volta, e desta vez não demorei, para fechar um ano e abrir o outro poeticamente. Aqui está ANO DEZ, feito recentemente e postado às 17:20h deste dia 02/01/2011. E como escrevi no Facebook: "NADA CONTRA MEDALHAS DE PRATA E BRONZE/ MAS EU QUERO OURO EM DOIS MIL E ONZE". Viva a poesia, viva a vida, no ano novo e sempre!!!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
SOLIDÃO DIGNA
MANOEL HERCULANO
Eu quero fazer uma solicitação à solidão
Para quem vive sozinho e leva um vidão
Quero dizer da solidão dos que não se dão
Dos sólidos, dos sórdidos, dos que só dão
A solidão daqueles que vivem de prontidão
Dos solteiros, dos sorrateiros na multidão
Quero falar da solidez de todas as solidões
Que correm pelos rios, pelo rio Solimões
Mas eu quero a solidão digna dos poetas
A solidão que instiga, que nos projeta
Nos leva para além dos campos de algodão
Eu quero os meus cem anos de solidão.
---------------------------------------------------------
--- São 2:15h da véspera de Natal (24/12/10), e me deu vontade de postar esta minha visão sobre a dignidade da solidão...
Eu quero fazer uma solicitação à solidão
Para quem vive sozinho e leva um vidão
Quero dizer da solidão dos que não se dão
Dos sólidos, dos sórdidos, dos que só dão
A solidão daqueles que vivem de prontidão
Dos solteiros, dos sorrateiros na multidão
Quero falar da solidez de todas as solidões
Que correm pelos rios, pelo rio Solimões
Mas eu quero a solidão digna dos poetas
A solidão que instiga, que nos projeta
Nos leva para além dos campos de algodão
Eu quero os meus cem anos de solidão.
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--- São 2:15h da véspera de Natal (24/12/10), e me deu vontade de postar esta minha visão sobre a dignidade da solidão...
domingo, 5 de dezembro de 2010
VOZ DA CONSCIÊNCIA
MANOEL HERCULANO
Com licença, esta é uma voz da consciência:
Hum hum humhumhum...
Ouça como quem um dia ouviu o apito negreiro do navio
Como quem se importa com o que realmente importa
Ouça como quem ainda ouve o apito da fábrica
Como se nossas digitais fossem iguais, impressas na mesma gráfica
Como se estivéssemos com os dois pés no chão da África
Ouça, ouça o canto da matriarca de todas as raças
O lamento dos caçadores e principalmente das caças
Ouça o que nos diz a lei da igualdade
Da liberdade, da responsabilidade, da solidariedade
Ouça aquele grito, antes que ele se perca no infinito
Ouça o gemido, e o poema que também quer ser ouvido
Ouça a prece, não se abandone, não se aprisione, não se apresse
Vista-se de mamãe África, com todas as suas cores e sabores
Porque se as cores têm afinidades, as raças têm africanidades
E eu não passo recibo, não dou cheque, já é sabido, sou black
Ouça minha voz, e cá entre nós, a canção que canto não é grega
Sabemos que as estrelas brilham muito mais numa noite negra
E se o negro já entrou para a história e está na ciência
Paciência, nada de ter piedade, sentir dó, o negro não está só
A ideia é ter atitude, e não apertar novamente o nó da chibata, da violência
Para que a negritude entre definitivamente na ribalta da nossa consciência.
-------------------------------------------------------------
--- Neste dia 5 de dezembro (agora são 22h), estou postando este poema que fiz para falar no CORUJÃO da POESIA, no OI FUTURO de Ipanema, dia 25 de novembro/2010, pelo dia da Consciência Negra. Gostei, e você? Comente, por favor. Até breve!
Com licença, esta é uma voz da consciência:
Hum hum humhumhum...
Ouça como quem um dia ouviu o apito negreiro do navio
Como quem se importa com o que realmente importa
Ouça como quem ainda ouve o apito da fábrica
Como se nossas digitais fossem iguais, impressas na mesma gráfica
Como se estivéssemos com os dois pés no chão da África
Ouça, ouça o canto da matriarca de todas as raças
O lamento dos caçadores e principalmente das caças
Ouça o que nos diz a lei da igualdade
Da liberdade, da responsabilidade, da solidariedade
Ouça aquele grito, antes que ele se perca no infinito
Ouça o gemido, e o poema que também quer ser ouvido
Ouça a prece, não se abandone, não se aprisione, não se apresse
Vista-se de mamãe África, com todas as suas cores e sabores
Porque se as cores têm afinidades, as raças têm africanidades
E eu não passo recibo, não dou cheque, já é sabido, sou black
Ouça minha voz, e cá entre nós, a canção que canto não é grega
Sabemos que as estrelas brilham muito mais numa noite negra
E se o negro já entrou para a história e está na ciência
Paciência, nada de ter piedade, sentir dó, o negro não está só
A ideia é ter atitude, e não apertar novamente o nó da chibata, da violência
Para que a negritude entre definitivamente na ribalta da nossa consciência.
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--- Neste dia 5 de dezembro (agora são 22h), estou postando este poema que fiz para falar no CORUJÃO da POESIA, no OI FUTURO de Ipanema, dia 25 de novembro/2010, pelo dia da Consciência Negra. Gostei, e você? Comente, por favor. Até breve!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
VERSOS SEM MÉTRICA
MANOEL HERCULANO
Lá onde nasci, quando lá eu nasci, lá não existia luz elétrica
Eu só fazia ligação através da oração ou com meus versos sem métrica.
Mas no céu passava avião, e pássaros, e nuvens em forma de algodão
No mais, era aquela angustiante paz, dura realidade ou pura imaginação
Lugar longe demais da cidade, os sonhos não chegavam pela televisão.
Diziam: aqui só cresce quem teima, e sem guloseima, sem reverso
E para aquele menino, franzino, o tal destino parecia muito perverso.
Não existia estrada nem de barro, muito menos carro, bicicleta
Não existia shopping, supermercado, nem refeição completa
Nem cinema, teatro com palco, pódio com lugar mais alto, para o atleta.
Mas tinha fruta no pé, tinha banho na água corrente do igarapé.
Tantos caminhos para nenhum lugar e a certeza que eu iria chegar.
Tinha a família que nos ama, nos sufoca, nos chama, nos traz de volta.
Tinha o sonho, embaixo da árvore ou na rede, no meu castelo sem parede
Vendo as estrelas, querendo ser estrela, tendo a lua como minha lady.
Tinha a cigarra, a coruja, fazendo farra, lavando a roupa suja.
E muitas palmeiras, de babaçu, onde nem sempre cantava o sabiá
O cotidiano sempre nu e cru, apesar das plantas, das santas e das... sei lá.
Mas tinha também o tempo da colheita na roça
E a receita de uma alegria reeleita que era só nossa.
Tinha a esperança, a própria teimosia, e a perseverança da poesia.
Tinha toda uma vida, cada instante com sua pobreza, sua beleza
Além de todo o restante que em si nos completa
E por tudo isso é que eu tenho quase certeza que já nasci poeta.
-----------------------------------------------------------------
Este eu fiz há quase um ano, e hoje (já são 2:30h do dia 09/11/10) apresento a vocês esta minha recordação em forma de poema... Comentem, por favor! Estou sempre por aqui, apesar dos intervalos nas postagens.
P.S. No Facebook tenho postado poemas curtos. Curta-os...
Lá onde nasci, quando lá eu nasci, lá não existia luz elétrica
Eu só fazia ligação através da oração ou com meus versos sem métrica.
Mas no céu passava avião, e pássaros, e nuvens em forma de algodão
No mais, era aquela angustiante paz, dura realidade ou pura imaginação
Lugar longe demais da cidade, os sonhos não chegavam pela televisão.
Diziam: aqui só cresce quem teima, e sem guloseima, sem reverso
E para aquele menino, franzino, o tal destino parecia muito perverso.
Não existia estrada nem de barro, muito menos carro, bicicleta
Não existia shopping, supermercado, nem refeição completa
Nem cinema, teatro com palco, pódio com lugar mais alto, para o atleta.
Mas tinha fruta no pé, tinha banho na água corrente do igarapé.
Tantos caminhos para nenhum lugar e a certeza que eu iria chegar.
Tinha a família que nos ama, nos sufoca, nos chama, nos traz de volta.
Tinha o sonho, embaixo da árvore ou na rede, no meu castelo sem parede
Vendo as estrelas, querendo ser estrela, tendo a lua como minha lady.
Tinha a cigarra, a coruja, fazendo farra, lavando a roupa suja.
E muitas palmeiras, de babaçu, onde nem sempre cantava o sabiá
O cotidiano sempre nu e cru, apesar das plantas, das santas e das... sei lá.
Mas tinha também o tempo da colheita na roça
E a receita de uma alegria reeleita que era só nossa.
Tinha a esperança, a própria teimosia, e a perseverança da poesia.
Tinha toda uma vida, cada instante com sua pobreza, sua beleza
Além de todo o restante que em si nos completa
E por tudo isso é que eu tenho quase certeza que já nasci poeta.
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Este eu fiz há quase um ano, e hoje (já são 2:30h do dia 09/11/10) apresento a vocês esta minha recordação em forma de poema... Comentem, por favor! Estou sempre por aqui, apesar dos intervalos nas postagens.
P.S. No Facebook tenho postado poemas curtos. Curta-os...
domingo, 10 de outubro de 2010
M U S A
MANOEL HERCULANO
Como você é atrevida, quase traiçoeira, uma verdadeira intrusa
Entra assim na minha vida e, de bobeira, me acolhe, me acusa
Pinta, borda, faz tricô e, faceira, pega o ponto e cruza
Linda, acorda, um amor, minha mulher rendeira, brasileira-lusa
Desmente minha mente, enriquece minha pobre rima confusa
Me aquece e depois me esquece, como as canções do Cazuza
Fico sem saber se doze é dúzia, e o que diabo é hipotenusa
E matando um leão por dia, quase matei o Leão da Danuza
Ai, como me fazem falta os conselhos do véio Zuza
Já não sei, quando se deita, se me aceita ou me recusa
Toda noite, todo dia, você me usa, abusa, se lambusa
E só porque é poesia? Só porque é minha musa?!
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--- Musa... sem comentário. Espero que você o faça. São 23:50h desta data incrível: 10/10/10. E que sejamos DEZ!
Como você é atrevida, quase traiçoeira, uma verdadeira intrusa
Entra assim na minha vida e, de bobeira, me acolhe, me acusa
Pinta, borda, faz tricô e, faceira, pega o ponto e cruza
Linda, acorda, um amor, minha mulher rendeira, brasileira-lusa
Desmente minha mente, enriquece minha pobre rima confusa
Me aquece e depois me esquece, como as canções do Cazuza
Fico sem saber se doze é dúzia, e o que diabo é hipotenusa
E matando um leão por dia, quase matei o Leão da Danuza
Ai, como me fazem falta os conselhos do véio Zuza
Já não sei, quando se deita, se me aceita ou me recusa
Toda noite, todo dia, você me usa, abusa, se lambusa
E só porque é poesia? Só porque é minha musa?!
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--- Musa... sem comentário. Espero que você o faça. São 23:50h desta data incrível: 10/10/10. E que sejamos DEZ!
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