MANOEL HERCULANO
E nada de ado-ado-ado cada um no seu quadrado/ Aqui seguimos pelo mesmo lado de tuas calçadas/ Pelas mesmas esquinas de tuas ruas ladrilhadas/ E eu me atrevo porque são muitos os encantos / O teu frevo e todos nós nos quatro cantos/ Sem descanso, sem discórdia/ Felizes da vida subimos a ladeira da misericórdia/ Olinda, olindezas, tuas redondilhas, tuas redondezas/ Sou mais um jogado aos teus pés/ Para dizer-te o quanto linda tu és/ Cada praça, cada Igreja/ Cheia de graça, que assim seja/ A tua história, os teus visitantes/ O ontem agora, nesses nossos instantes/ E a noite, que já é uma criança, a todos contagia/ Fica fácil voltar à infância e fazer estripulia/ Ainda que o galo cante, que o horizonte desponte/ Com inspiração para se viver um novo dia/ Tua noite é para se beber, embeber-se de poesia/ E foi neste clima que o poema amanheceu/ Vestido de rima o sol se acendeu/ Quando lá de cima uma luz nos transcendeu/ Os olhos se abriram, o dia e a vida sorriram/ E então aconteceu mais um milagre/ Realizando o desejo que cada minuto se consagre/ Porque a vida é este e o próximo instante/ Que bem vividos, minha Olinda, já são o bastante.
___________________________________________
*** De volta com este poema que escrevi em/para Olinda durante a Fliporto 2012. Impossível não escrever em Olinda, ainda mais durante a Fliporto... Enfim, dois meses depois, aqui está OLINDEZAS. Agora são 23:50h do dia 18/01/2013. Digam alguma coisa! Obrigado! Abraços e beijos e até breve!!!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
RETRATO FALADO
MANOEL HERCULANO
Bem feito, bendito, dito e feito, digo e repito: eu não sei
Não sei porque, quando, onde, como aconteceu
Na verdade, confesso que nem doeu
Foi tudo muito rápido, automático, mágico
E eu só sei que naquele segundo o mundo emudeceu
Ela me tomou de assalto, aliás, aquilo foi um assalto
Mal me lembro que era final de setembro
E ela, uma fera, disfarçada de primavera
Mais que isso não me recordo
A não ser quando eu acordo, olho a natureza
E, vagamente, porém, perfeitamente
Dou de cara com sua irretocável beleza
Olhos castanhos que de tão belos pareciam estranhos
Mãos de fino trato e uma boca que era um desacato
Era um gingado, um rebolado e um par de pernas
Que saíam por aí fazendo badernas
Da ponta dos cabelos aos tornozelos, pura provocação
Acima e abaixo da cintura, estonteante tortura, tentação
Olha, foi um grande susto
Mas aquele busto panorâmico amenizava meu pânico
Pois quando ela esbarrou em mim, pensei: é o meu fim
Ao tocar sua pele comecei a trocar R por L
Como um relâmpago ela roubou meu já descrente coração
Me acertou no âmago, nem deu tempo de tentar uma reação
Acho que foi isso, doutor, e desde então assim estou, abalado
Mas sobre um amor imponderável não dá para ficar calado
Como também não é recomendável confiar neste retrato falado
---------------------------------------------------------------
***** Após um tempo pensando, escolhendo (muitos poemas necessitando de revisão e outros de conclusão) me decidi por este que escrevi em 2010. Espero que curtam. São 17h do dia 12/12/12. Que data!!! Comentem! Obrigado! Beijos e abraços.
PS: Este poema, que eu nunca havia nem lido em público, foi escolhido pela minha amiga Márcia Drumond para ser falado em seu casamento com Cláudio, ontem, dia 10/08/13. Confesso que relutei um pouco. Por que não um dos que já sei de cor? Mas ela queria este, fazer o quê?... Falei e fiquei surpreso com o retorno que tive lá mesmo, agradou tanto que o estou vendo com outros olhos, acho até que vou colocá-lo no espetáculo. Porém, tive que mexer em alguns versos, pois para decorar um poema ele tem que se ajustar a uma certa musicalidade. Mas agora acho que coloquei o ponto final, já é BENDITO. Obrigado, Márcia. Agradeço a todos!
Bem feito, bendito, dito e feito, digo e repito: eu não sei
Não sei porque, quando, onde, como aconteceu
Na verdade, confesso que nem doeu
Foi tudo muito rápido, automático, mágico
E eu só sei que naquele segundo o mundo emudeceu
Ela me tomou de assalto, aliás, aquilo foi um assalto
Mal me lembro que era final de setembro
E ela, uma fera, disfarçada de primavera
Mais que isso não me recordo
A não ser quando eu acordo, olho a natureza
E, vagamente, porém, perfeitamente
Dou de cara com sua irretocável beleza
Olhos castanhos que de tão belos pareciam estranhos
Mãos de fino trato e uma boca que era um desacato
Era um gingado, um rebolado e um par de pernas
Que saíam por aí fazendo badernas
Da ponta dos cabelos aos tornozelos, pura provocação
Acima e abaixo da cintura, estonteante tortura, tentação
Olha, foi um grande susto
Mas aquele busto panorâmico amenizava meu pânico
Pois quando ela esbarrou em mim, pensei: é o meu fim
Ao tocar sua pele comecei a trocar R por L
Como um relâmpago ela roubou meu já descrente coração
Me acertou no âmago, nem deu tempo de tentar uma reação
Acho que foi isso, doutor, e desde então assim estou, abalado
Mas sobre um amor imponderável não dá para ficar calado
Como também não é recomendável confiar neste retrato falado
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***** Após um tempo pensando, escolhendo (muitos poemas necessitando de revisão e outros de conclusão) me decidi por este que escrevi em 2010. Espero que curtam. São 17h do dia 12/12/12. Que data!!! Comentem! Obrigado! Beijos e abraços.
PS: Este poema, que eu nunca havia nem lido em público, foi escolhido pela minha amiga Márcia Drumond para ser falado em seu casamento com Cláudio, ontem, dia 10/08/13. Confesso que relutei um pouco. Por que não um dos que já sei de cor? Mas ela queria este, fazer o quê?... Falei e fiquei surpreso com o retorno que tive lá mesmo, agradou tanto que o estou vendo com outros olhos, acho até que vou colocá-lo no espetáculo. Porém, tive que mexer em alguns versos, pois para decorar um poema ele tem que se ajustar a uma certa musicalidade. Mas agora acho que coloquei o ponto final, já é BENDITO. Obrigado, Márcia. Agradeço a todos!
domingo, 11 de novembro de 2012
R O D R I G U I A N A M E N T E
MANOEL HERCULANO
Pois é, o subúrbio saiu da máquina de escrever e deu olé
Mas bem antes do dilúvio e da arca de Noé
Mais ou menos desde Adão e Eva, evoé
A serpente já era Rodriguianamente a vida como ela é
Escravas do amor, história recontada, mastigada
E apesar de qualquer surdez, toda nudez será castigada
Seja num álbum de família, pernambucana, bem nascida
Com ou sem vestido de noiva, ainda vive a falecida
Dizendo-se engraçadinha, viúva porém honesta
Embora ser bonitinha mas ordinária seja o que lhe resta
Em cenas sedentas de beijo, amor e ódio e desejo ou surra
A sentença e a crença que toda unanimidade é burra
Relação íntima, suspeita, de espreita, que dói, que dura
Situação ínfima entre adultos, adúlteros, gente madura
E a confissão: vejo o amor pelo buraco da fechadura
Tudo em família, e na intimidade das crônicas públicas
De mãe pra filha, além do cunhado e revelações súbitas
Anjo negro que protege a mulher sem pecado
A dama do lotação e senhora dos afogados
O homem proibido que faz Dorotéia descer do salto
Ao ver no boca de ouro o beijo no asfalto
Desabafo: meu destino é pecar com os sete gatinhos
Um anjo pornográfico com nada mais que 17 aninhos
Mas como a vida não é só futebol, nem um arco-íris
Suzana Flag, perdoa-me por me traíres
Dancemos a valsa número 6, e antes que me obrigues
Te escrevo mais um poema totalmente Nelson Rodrigues
-------------------------------------------------------------------------------------
Amigos, voltei! E com mais uma homenagem, desta vez para o homenageado da FLIPORTO deste ano, fui convidado a participar e precisava escrever alguma coisa, e aqui está, e gostei. Bem, são 20:30h do dia 11/11/12. Gosto de datas... Leiam, comentem, e eu agradeço a todos pelas visitas a este Blog. Um dia sai o livro, já faço o espetáculo. OBRIGADO!
Pois é, o subúrbio saiu da máquina de escrever e deu olé
Mas bem antes do dilúvio e da arca de Noé
Mais ou menos desde Adão e Eva, evoé
A serpente já era Rodriguianamente a vida como ela é
Escravas do amor, história recontada, mastigada
E apesar de qualquer surdez, toda nudez será castigada
Seja num álbum de família, pernambucana, bem nascida
Com ou sem vestido de noiva, ainda vive a falecida
Dizendo-se engraçadinha, viúva porém honesta
Embora ser bonitinha mas ordinária seja o que lhe resta
Em cenas sedentas de beijo, amor e ódio e desejo ou surra
A sentença e a crença que toda unanimidade é burra
Relação íntima, suspeita, de espreita, que dói, que dura
Situação ínfima entre adultos, adúlteros, gente madura
E a confissão: vejo o amor pelo buraco da fechadura
Tudo em família, e na intimidade das crônicas públicas
De mãe pra filha, além do cunhado e revelações súbitas
Anjo negro que protege a mulher sem pecado
A dama do lotação e senhora dos afogados
O homem proibido que faz Dorotéia descer do salto
Ao ver no boca de ouro o beijo no asfalto
Desabafo: meu destino é pecar com os sete gatinhos
Um anjo pornográfico com nada mais que 17 aninhos
Mas como a vida não é só futebol, nem um arco-íris
Suzana Flag, perdoa-me por me traíres
Dancemos a valsa número 6, e antes que me obrigues
Te escrevo mais um poema totalmente Nelson Rodrigues
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Amigos, voltei! E com mais uma homenagem, desta vez para o homenageado da FLIPORTO deste ano, fui convidado a participar e precisava escrever alguma coisa, e aqui está, e gostei. Bem, são 20:30h do dia 11/11/12. Gosto de datas... Leiam, comentem, e eu agradeço a todos pelas visitas a este Blog. Um dia sai o livro, já faço o espetáculo. OBRIGADO!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
OS MAIS BONITOS
MANOEL HERCULANO
Como nossos pais, pais e filhos, só sabe mesmo quem tem os seus. Ah, os filhos, somente quem os tem poderá dizer: meu Deus! E se questionar: onde eu fui meter o meu nariz? O quê que eu fiz para merecer ser tão feliz? É sério, e não tem mistério, o que existe é muito barulho e pouco som. Acredite, com gula ou falta de apetite, filho é quase tudo de bom. Eles vêm em fascículos, nos dão ritmos, nos tornam ridículos. E para variar, possuem o dom de nos deixar um tantinho acima do tom. Aí, você entende um legítimo sentimento de posse. E aprende o que realmente é bom pra tosse. Se perguntará: como consigo amar tanto essa pestinha? E frequentar tanta pracinha, parquinho, festinha? Filhos, filhos, eles tocam o terror, que horror, quanto amor! Um amor incalculável, insuportável. Porque filho é pura poesia, psicologia, psiquiatria. E já que é pra sempre, eu falo mesmo, sem consciência pesada. Adoro criança, principalmente criança educada. Filho é escola, é brincadeira séria, jogo de bola, bactéria. Casa de boneca, jogo de peteca, assunto para outra matéria. Abraço de filho nos cala, nos faz perder a fala. O seu sorriso é a visão do paraíso, onde a paz se instala. E nos sentimos agraciados, esquecendo as febres e os resfriados. Filho é ingenuidade, sagacidade, malícia, filho é uma delícia. Somente na hora da verdade, por descuido ou falta de carícia, é que, vez ou outra, filho vira praticamente um caso de polícia. Fazem cada pergunta que a criatura aqui cai de costas. Só tendo muito jogo de cintura para não deixá-los sem respostas. Eles nos fazem perder o sono, com choro de manha ou por cólica. E quando escolhem o abandono de adulto numa aventura alcoólica. Os filhos crescem e os pais não percebem, não querem enxergar. Os pais padecem se os filhos bebem e o equilíbrio tende a envergar. E, portanto, falando de filhos, é assim que eu findo. Quem quiser que tenha o seu para chamar de lindo. Os pais sempre acham seus filhos belos, fazem elogios infinitos. Eu não, eu apenas considero meus filhos os mais bonitos.
----------------------------------------------------------------
*** De volta (continuam as homenagens), com este texto/poema que escrevi há um tempo (reescrevi agora) e quis postar hoje para homenagear os meus filhos lindos (que pensam que não são mais crianças...) Lucas e Daniel. Eles estão no Maranhão e nem sei quando/se vão ler... Bem, optei por este formato porque não parava de escrever e por ter dúvida se o poema estava resolvido... Enfim, aqui está. Já são 2h do dia 13 de outubro. Ufa! Até logo!!!
Como nossos pais, pais e filhos, só sabe mesmo quem tem os seus. Ah, os filhos, somente quem os tem poderá dizer: meu Deus! E se questionar: onde eu fui meter o meu nariz? O quê que eu fiz para merecer ser tão feliz? É sério, e não tem mistério, o que existe é muito barulho e pouco som. Acredite, com gula ou falta de apetite, filho é quase tudo de bom. Eles vêm em fascículos, nos dão ritmos, nos tornam ridículos. E para variar, possuem o dom de nos deixar um tantinho acima do tom. Aí, você entende um legítimo sentimento de posse. E aprende o que realmente é bom pra tosse. Se perguntará: como consigo amar tanto essa pestinha? E frequentar tanta pracinha, parquinho, festinha? Filhos, filhos, eles tocam o terror, que horror, quanto amor! Um amor incalculável, insuportável. Porque filho é pura poesia, psicologia, psiquiatria. E já que é pra sempre, eu falo mesmo, sem consciência pesada. Adoro criança, principalmente criança educada. Filho é escola, é brincadeira séria, jogo de bola, bactéria. Casa de boneca, jogo de peteca, assunto para outra matéria. Abraço de filho nos cala, nos faz perder a fala. O seu sorriso é a visão do paraíso, onde a paz se instala. E nos sentimos agraciados, esquecendo as febres e os resfriados. Filho é ingenuidade, sagacidade, malícia, filho é uma delícia. Somente na hora da verdade, por descuido ou falta de carícia, é que, vez ou outra, filho vira praticamente um caso de polícia. Fazem cada pergunta que a criatura aqui cai de costas. Só tendo muito jogo de cintura para não deixá-los sem respostas. Eles nos fazem perder o sono, com choro de manha ou por cólica. E quando escolhem o abandono de adulto numa aventura alcoólica. Os filhos crescem e os pais não percebem, não querem enxergar. Os pais padecem se os filhos bebem e o equilíbrio tende a envergar. E, portanto, falando de filhos, é assim que eu findo. Quem quiser que tenha o seu para chamar de lindo. Os pais sempre acham seus filhos belos, fazem elogios infinitos. Eu não, eu apenas considero meus filhos os mais bonitos.
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*** De volta (continuam as homenagens), com este texto/poema que escrevi há um tempo (reescrevi agora) e quis postar hoje para homenagear os meus filhos lindos (que pensam que não são mais crianças...) Lucas e Daniel. Eles estão no Maranhão e nem sei quando/se vão ler... Bem, optei por este formato porque não parava de escrever e por ter dúvida se o poema estava resolvido... Enfim, aqui está. Já são 2h do dia 13 de outubro. Ufa! Até logo!!!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
AGORA SÃO OUTROS 400
MANOEL HERCULANO
NO VAI E VEM DESSE MAR, EU VIM E VOCÊ SE FOI
TUDO BEM TEU ZABUMBAR, MEU BUMBA-MEU-BOI
É REAL, EU SEI QUE É, JÁ ME ENCANTOU O REALEJO
AREAL, MAR E MARÉ, COM TODO AZUL DO AZULEJO
ONTEM NA FÉ EU PARTI, MAS LÁ AINDA FIQUEI
HOJE CONTINUO AQUI, MAS PRA LÁ SEMPRE VOLTEI
AMANHÃ, JÁ DECIDI, LÁ E CÁ EU VIVEREI
SER FELIZ EM SÃO LUÍS TEM OUTRO SABOR
ME DESPEÇO, PEÇO BIS PRO CANTO DO CANTADOR
NUNCA ESQUEÇO O CHAMADO DAQUELE TAMBOR
O SOL DESPONTA E CLAREIA O DESEJO DE AMAR
NA PONTA D'AREIA VOU RIMANDO ACIMA DO MAR
FAÇO RIMA LÁ EM CIMA, EM RIBA, EM RIBAMAR
FAROL DE SÃO MARCOS, BARCOS, LUZ ACESA
NÃO É APENAS ATENAS BRASILEIRA EM BONITEZA
FOI A PRIMEIRA E ÚNICA A SAIR À FRANCESA
DE LONGE OUÇO UM VOZEIRÃO, VOZ SEM MÁGOA
NA FONTE DO RIBEIRÃO, NÓS NO OLHO D'ÁGUA
NA CALÇADA, LÁ PELAS QUATRO, NOSSOS ASSENTOS
MINHA AMADA AGORA SÃO OUTROS QUATROCENTOS
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
*** De volta, e com mais uma homenagem. Antes que termine setembro posto este poema, que pretendo musicar, escrito para minha São Luís pelos seus 400 anos, dia 8. Bem, já é 1:30h do dia 26/09/2012. Salve!!! Ah, as pessoas continuam dizendo que não conseguem postar comentário, vou ver se consigo simplificar, porque preciso que comentem... Obrigado! Até breve!
NO VAI E VEM DESSE MAR, EU VIM E VOCÊ SE FOI
TUDO BEM TEU ZABUMBAR, MEU BUMBA-MEU-BOI
É REAL, EU SEI QUE É, JÁ ME ENCANTOU O REALEJO
AREAL, MAR E MARÉ, COM TODO AZUL DO AZULEJO
ONTEM NA FÉ EU PARTI, MAS LÁ AINDA FIQUEI
HOJE CONTINUO AQUI, MAS PRA LÁ SEMPRE VOLTEI
AMANHÃ, JÁ DECIDI, LÁ E CÁ EU VIVEREI
SER FELIZ EM SÃO LUÍS TEM OUTRO SABOR
ME DESPEÇO, PEÇO BIS PRO CANTO DO CANTADOR
NUNCA ESQUEÇO O CHAMADO DAQUELE TAMBOR
O SOL DESPONTA E CLAREIA O DESEJO DE AMAR
NA PONTA D'AREIA VOU RIMANDO ACIMA DO MAR
FAÇO RIMA LÁ EM CIMA, EM RIBA, EM RIBAMAR
FAROL DE SÃO MARCOS, BARCOS, LUZ ACESA
NÃO É APENAS ATENAS BRASILEIRA EM BONITEZA
FOI A PRIMEIRA E ÚNICA A SAIR À FRANCESA
DE LONGE OUÇO UM VOZEIRÃO, VOZ SEM MÁGOA
NA FONTE DO RIBEIRÃO, NÓS NO OLHO D'ÁGUA
NA CALÇADA, LÁ PELAS QUATRO, NOSSOS ASSENTOS
MINHA AMADA AGORA SÃO OUTROS QUATROCENTOS
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*** De volta, e com mais uma homenagem. Antes que termine setembro posto este poema, que pretendo musicar, escrito para minha São Luís pelos seus 400 anos, dia 8. Bem, já é 1:30h do dia 26/09/2012. Salve!!! Ah, as pessoas continuam dizendo que não conseguem postar comentário, vou ver se consigo simplificar, porque preciso que comentem... Obrigado! Até breve!
domingo, 19 de agosto de 2012
O ETERNAMENTE AMADO
MANOEL HERCULANO
Era uma vez, e outras tantas e tantas histórias
Um talvez, a tenda dos milagres e santas vitórias
Um romance da vida de todas elas, todos vocês
Um imortal que nasceu exatamente na sua vez
No jardim da dona flor e seus dois maridos
Com um amor dos bons, em tons sustenidos
Tereza, Gabriela, Tieta do agreste
A beleza da bela e daquela que era uma peste
Nasceram, cresceram e serão sempre assim
Gata, Gattai, imaginação nas terras do sem fim
Foram tantos amores e aquele desejo que deságua
Lá na tocaia grande do Quincas berro d'água
E os pastores da noite já não guardam mágoa
Sentiram no couro, ouviram o choro, o chorinho
O escritor viu tudo de camarote no pelourinho
Capitães da areia, cantos de sereia no mar morto
Bahia de todos os mantos, os santos, um conforto
E uma prece aos céus, ao seu céu de Ilhéus
Para os últimos ajustes, ele entre tantos ilustres
Porque quis a Bahia quando sua estrela reluziu
Que ele brilhasse dentro e fora do Brasil
Justo ele que foi dez, agora é cem e será mil
E por fim, pelo Senhor do Bonfim foi chamado
Para ser aclamado, Jorge, o eternamente amado.
-------------------------------------------------------------------------------------
Voltei. Recentemente, dia 10, participei de uma comemoração do centenário de Jorge Amado, no apartamento onde ele viveu por 40 anos em Copa, e que hoje pertence ao amigo Rafael Moraes, a quem agradeço o convite, foi especial. Bem, escrevi este poema e cheguei a ler no dia mesmo inacabado... E como tenho sido cobrado por poema novo no Blog (obrigado Aquiles Ourado, em nome de todos), decidi postá-lo, apesar da sensação que não está pronto, pra variar... São 23:10h do dia do aniversário do meu filho Lucas - 19/08/2012 .
Era uma vez, e outras tantas e tantas histórias
Um talvez, a tenda dos milagres e santas vitórias
Um romance da vida de todas elas, todos vocês
Um imortal que nasceu exatamente na sua vez
No jardim da dona flor e seus dois maridos
Com um amor dos bons, em tons sustenidos
Tereza, Gabriela, Tieta do agreste
A beleza da bela e daquela que era uma peste
Nasceram, cresceram e serão sempre assim
Gata, Gattai, imaginação nas terras do sem fim
Foram tantos amores e aquele desejo que deságua
Lá na tocaia grande do Quincas berro d'água
E os pastores da noite já não guardam mágoa
Sentiram no couro, ouviram o choro, o chorinho
O escritor viu tudo de camarote no pelourinho
Capitães da areia, cantos de sereia no mar morto
Bahia de todos os mantos, os santos, um conforto
E uma prece aos céus, ao seu céu de Ilhéus
Para os últimos ajustes, ele entre tantos ilustres
Porque quis a Bahia quando sua estrela reluziu
Que ele brilhasse dentro e fora do Brasil
Justo ele que foi dez, agora é cem e será mil
E por fim, pelo Senhor do Bonfim foi chamado
Para ser aclamado, Jorge, o eternamente amado.
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Voltei. Recentemente, dia 10, participei de uma comemoração do centenário de Jorge Amado, no apartamento onde ele viveu por 40 anos em Copa, e que hoje pertence ao amigo Rafael Moraes, a quem agradeço o convite, foi especial. Bem, escrevi este poema e cheguei a ler no dia mesmo inacabado... E como tenho sido cobrado por poema novo no Blog (obrigado Aquiles Ourado, em nome de todos), decidi postá-lo, apesar da sensação que não está pronto, pra variar... São 23:10h do dia do aniversário do meu filho Lucas - 19/08/2012 .
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