MANOEL HERCULANO
Se tenho que chamar, eu te chamo
Se é para reclamar, eu reclamo
Mas por que para te amar
Preciso repetir, repetir e repetir que te amo?
Precisa ser toda hora, a todo instante
Como um mantra que resta do nosso restante?
Eu clamo, eu declamo, eu proclamo
Mas quero poder ficar em silêncio para dizer que te amo
Porque eu amo e não nego, e me dou, e me entrego
Sim, eu te quero muito mais que muito bem
Você é meu maior bem
E agora que você já sabe, que está tudo bem
Quando eu te ouvir dizer que me ama também
Será que posso responder apenas: eu idem?
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*** Voltei (passo por aqui quase todos os dias), e já é dia 30/05/2011 (meia noite e dez minutos). Não tenho tido tempo de trabalhar os vários poemas que tenho escrito, por isso estou postando este que é pequeno e que escrevi há pouco tempo... Já volto!
domingo, 29 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
FOTOS E VIDEOS...
***FOTOS: NA MINHA PÁGINA DO FACEBOOK, NO SITE DO CORUJÃO DA POESIA, E DA OPA! ***VIDEOS: ALGUNS (GOSTO DE POUCOS) NO YOU TUBE. ATÉ O PRÓXIMO POEMA...
(MH)
(MH)
domingo, 24 de abril de 2011
TANTAS VEZES
MANOEL HERCULANO
*
Às vezes me canso de ser alto mar, e volto a ser um manso leito de rio
Quando insistem em me fazer chorar, enxugo lágrima por lágrima e rio
E quando alguém me manda calar, abro o bico, nunca fico sem dar um pio
**
Certa vez me apaixonei e perdi a paz, tudo bem, tanto faz se o amor não é vil
Aprendi que "dois é bom, três é demais", embora eu goste de ouvir um trio
Entendi o que faz uma vírgula a mais, ou a menos, ou ainda a falta de um til
***
Mas vez ou outra, diante de um fato, eu prefiro seguir andando por um fio
De vez em quando deixo de ser pacato, e rapidamente todo feliz entro no cio
Muitas vezes ouço: nossa, que gato! E em outras escuto: olá, tudo bem, tio?
****
Quantas vezes durante os confrontos, Caetaneio com Djavan, Chico e Gil
Deus sempre me dá uns descontos, então eu canto: Dio, come ti amo, Dio
Não me vendo, não entrego os pontos, nem por alguns milhões vezes mil
*****
Tantas vezes decido em pleno verão, mudar de estação para sentir frio
É que sou assim, solidário à solidão, tenho meus princípios, tenho brio
Eu nunca brigo com a inspiração, simplesmente lavro minha mente e crio
-------------------------------------------------------------------------
/// Neste 25 de abril (já é 00:50h), como meu presente de aniversário, resolvi postar este poema que escrevi em 2009 e que gosto muito, embora, para variar, tenha pintado a dúvida se realmente estava pronto... Mas enfim, agora está aqui. Digam-me TANTAS VEZES quiserem o que acharam. Feliz Páscoa (ontem e sempre) e até breve!
*
Às vezes me canso de ser alto mar, e volto a ser um manso leito de rio
Quando insistem em me fazer chorar, enxugo lágrima por lágrima e rio
E quando alguém me manda calar, abro o bico, nunca fico sem dar um pio
**
Certa vez me apaixonei e perdi a paz, tudo bem, tanto faz se o amor não é vil
Aprendi que "dois é bom, três é demais", embora eu goste de ouvir um trio
Entendi o que faz uma vírgula a mais, ou a menos, ou ainda a falta de um til
***
Mas vez ou outra, diante de um fato, eu prefiro seguir andando por um fio
De vez em quando deixo de ser pacato, e rapidamente todo feliz entro no cio
Muitas vezes ouço: nossa, que gato! E em outras escuto: olá, tudo bem, tio?
****
Quantas vezes durante os confrontos, Caetaneio com Djavan, Chico e Gil
Deus sempre me dá uns descontos, então eu canto: Dio, come ti amo, Dio
Não me vendo, não entrego os pontos, nem por alguns milhões vezes mil
*****
Tantas vezes decido em pleno verão, mudar de estação para sentir frio
É que sou assim, solidário à solidão, tenho meus princípios, tenho brio
Eu nunca brigo com a inspiração, simplesmente lavro minha mente e crio
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/// Neste 25 de abril (já é 00:50h), como meu presente de aniversário, resolvi postar este poema que escrevi em 2009 e que gosto muito, embora, para variar, tenha pintado a dúvida se realmente estava pronto... Mas enfim, agora está aqui. Digam-me TANTAS VEZES quiserem o que acharam. Feliz Páscoa (ontem e sempre) e até breve!
quinta-feira, 31 de março de 2011
ESCREVO OU NÃO ESCREVO?
MANOEL HERCULANO
Era uma vez um poeta, um poema e a dúvida do talvez
Ele contava até três e se perguntava:
Escrevo ou não escrevo?
Se atreveu e escreveu até em alto relevo
Hoje eu sou caminho para o que sinto, o que ouço
Sou igualzinho à prosa nossa de cada dia
Eis-me aqui, criança, velho, moço
Esperança em carne e osso e poesia
Pois existe em mim o que fala grosso
O que canta, o que planta, o que assovia
Vai por mim, é fácil assim, não é profecia, é poesia
Provoque as palavras, misture as letras
Convoque as frases, costure relações estreitas
Contudo, o que você não sabe e tudo o que eu não sei
Aprendemos quando descemos para o play
E caímos na folia de criar versos com melodia
Porque para se fazer a lição da poesia
Só carecemos de uma poção de inspiração
E muita, muita teimosia
---------------------------------------------------------------------------------
*** Fechando o mês de março, estou postando este poema ainda em homenagem aos dias da poesia. São 3h da manhã do dia 01 de abril (meu mês). É verdade... Até breve!
Era uma vez um poeta, um poema e a dúvida do talvez
Ele contava até três e se perguntava:
Escrevo ou não escrevo?
Se atreveu e escreveu até em alto relevo
Hoje eu sou caminho para o que sinto, o que ouço
Sou igualzinho à prosa nossa de cada dia
Eis-me aqui, criança, velho, moço
Esperança em carne e osso e poesia
Pois existe em mim o que fala grosso
O que canta, o que planta, o que assovia
Vai por mim, é fácil assim, não é profecia, é poesia
Provoque as palavras, misture as letras
Convoque as frases, costure relações estreitas
Contudo, o que você não sabe e tudo o que eu não sei
Aprendemos quando descemos para o play
E caímos na folia de criar versos com melodia
Porque para se fazer a lição da poesia
Só carecemos de uma poção de inspiração
E muita, muita teimosia
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*** Fechando o mês de março, estou postando este poema ainda em homenagem aos dias da poesia. São 3h da manhã do dia 01 de abril (meu mês). É verdade... Até breve!
domingo, 6 de março de 2011
AMOR DE QUINTA
MANOEL HERCULANO
Lembro-me que era uma quinta-feira, dia de feira
E que não foi a última nem a primeira
Pela quinta vez, naquele mês, você me disse talvez
Foi então que entre chuchu, maçã, caju e pêra
Eu gritei todo o meu amor de fim de feira
Êpa, mas amor de quinta não brinca, não é xepa
Tem sua essência, contém a quintessência
E todos os critérios, sérios, para chegar à excelência
Na Quinta da Boa Vista, com aquele visual habitual
Nada em vista além de sol, a quinta nota musical
Igual como estar com o Quintana no meu quintal
E numa semana em que os ouvidos não ouvem
Tive a sensação de ouvir a quinta de Beethoven
Num hotel cinco estrelas, de quinta, teto sem tinta
Sem crédito na esquina, na quitanda, na cantina
Sem o mérito de um maitre e uma esperança faminta
Coração, não me desminta, mas depois do quinto amor
Por favor, tinha que ter um amor de quinta
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*** O poema O QUINTO AMOR fez e faz tanto sucesso (é o preferido de muita gente) que resolvi fazer AMOR DE QUINTA, já há algum tempo. E hoje decidi postá-lo, após últimos (?) retoques, porque acho que tem tudo a ver com o carnaval... rsrs. E também porque li por telefone para Indiana Nomma hoje à tarde e ela, empolgada, falou que estava pronto. Então aqui está, neste domingo de carnaval, 06/03/2011, às 19:40h. Pois é, ontem e hoje não saí de casa, e gosto de carnaval... hahaha.
Lembro-me que era uma quinta-feira, dia de feira
E que não foi a última nem a primeira
Pela quinta vez, naquele mês, você me disse talvez
Foi então que entre chuchu, maçã, caju e pêra
Eu gritei todo o meu amor de fim de feira
Êpa, mas amor de quinta não brinca, não é xepa
Tem sua essência, contém a quintessência
E todos os critérios, sérios, para chegar à excelência
Na Quinta da Boa Vista, com aquele visual habitual
Nada em vista além de sol, a quinta nota musical
Igual como estar com o Quintana no meu quintal
E numa semana em que os ouvidos não ouvem
Tive a sensação de ouvir a quinta de Beethoven
Num hotel cinco estrelas, de quinta, teto sem tinta
Sem crédito na esquina, na quitanda, na cantina
Sem o mérito de um maitre e uma esperança faminta
Coração, não me desminta, mas depois do quinto amor
Por favor, tinha que ter um amor de quinta
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*** O poema O QUINTO AMOR fez e faz tanto sucesso (é o preferido de muita gente) que resolvi fazer AMOR DE QUINTA, já há algum tempo. E hoje decidi postá-lo, após últimos (?) retoques, porque acho que tem tudo a ver com o carnaval... rsrs. E também porque li por telefone para Indiana Nomma hoje à tarde e ela, empolgada, falou que estava pronto. Então aqui está, neste domingo de carnaval, 06/03/2011, às 19:40h. Pois é, ontem e hoje não saí de casa, e gosto de carnaval... hahaha.
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