MANOEL HERCULANO
Era uma vez um poeta, um poema e a dúvida do talvez
Ele contava até três e se perguntava:
Escrevo ou não escrevo?
Se atreveu e escreveu até em alto relevo
Hoje eu sou caminho para o que sinto, o que ouço
Sou igualzinho à prosa nossa de cada dia
Eis-me aqui, criança, velho, moço
Esperança em carne e osso e poesia
Pois existe em mim o que fala grosso
O que canta, o que planta, o que assovia
Vai por mim, é fácil assim, não é profecia, é poesia
Provoque as palavras, misture as letras
Convoque as frases, costure relações estreitas
Contudo, o que você não sabe e tudo o que eu não sei
Aprendemos quando descemos para o play
E caímos na folia de criar versos com melodia
Porque para se fazer a lição da poesia
Só carecemos de uma poção de inspiração
E muita, muita teimosia
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*** Fechando o mês de março, estou postando este poema ainda em homenagem aos dias da poesia. São 3h da manhã do dia 01 de abril (meu mês). É verdade... Até breve!
quinta-feira, 31 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
AMOR DE QUINTA
MANOEL HERCULANO
Lembro-me que era uma quinta-feira, dia de feira
E que não foi a última nem a primeira
Pela quinta vez, naquele mês, você me disse talvez
Foi então que entre chuchu, maçã, caju e pêra
Eu gritei todo o meu amor de fim de feira
Êpa, mas amor de quinta não brinca, não é xepa
Tem sua essência, contém a quintessência
E todos os critérios, sérios, para chegar à excelência
Na Quinta da Boa Vista, com aquele visual habitual
Nada em vista além de sol, a quinta nota musical
Igual como estar com o Quintana no meu quintal
E numa semana em que os ouvidos não ouvem
Tive a sensação de ouvir a quinta de Beethoven
Num hotel cinco estrelas, de quinta, teto sem tinta
Sem crédito na esquina, na quitanda, na cantina
Sem o mérito de um maitre e uma esperança faminta
Coração, não me desminta, mas depois do quinto amor
Por favor, tinha que ter um amor de quinta
----------------------------------------------------------------------------
*** O poema O QUINTO AMOR fez e faz tanto sucesso (é o preferido de muita gente) que resolvi fazer AMOR DE QUINTA, já há algum tempo. E hoje decidi postá-lo, após últimos (?) retoques, porque acho que tem tudo a ver com o carnaval... rsrs. E também porque li por telefone para Indiana Nomma hoje à tarde e ela, empolgada, falou que estava pronto. Então aqui está, neste domingo de carnaval, 06/03/2011, às 19:40h. Pois é, ontem e hoje não saí de casa, e gosto de carnaval... hahaha.
Lembro-me que era uma quinta-feira, dia de feira
E que não foi a última nem a primeira
Pela quinta vez, naquele mês, você me disse talvez
Foi então que entre chuchu, maçã, caju e pêra
Eu gritei todo o meu amor de fim de feira
Êpa, mas amor de quinta não brinca, não é xepa
Tem sua essência, contém a quintessência
E todos os critérios, sérios, para chegar à excelência
Na Quinta da Boa Vista, com aquele visual habitual
Nada em vista além de sol, a quinta nota musical
Igual como estar com o Quintana no meu quintal
E numa semana em que os ouvidos não ouvem
Tive a sensação de ouvir a quinta de Beethoven
Num hotel cinco estrelas, de quinta, teto sem tinta
Sem crédito na esquina, na quitanda, na cantina
Sem o mérito de um maitre e uma esperança faminta
Coração, não me desminta, mas depois do quinto amor
Por favor, tinha que ter um amor de quinta
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*** O poema O QUINTO AMOR fez e faz tanto sucesso (é o preferido de muita gente) que resolvi fazer AMOR DE QUINTA, já há algum tempo. E hoje decidi postá-lo, após últimos (?) retoques, porque acho que tem tudo a ver com o carnaval... rsrs. E também porque li por telefone para Indiana Nomma hoje à tarde e ela, empolgada, falou que estava pronto. Então aqui está, neste domingo de carnaval, 06/03/2011, às 19:40h. Pois é, ontem e hoje não saí de casa, e gosto de carnaval... hahaha.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
T R I L O G I A = MH
ANDEI NO ANDARAÍ
Fui ao Andaraí
E andei por ali, por aqui, por aí
E andando encontrei muita gente boa
Gente que não vive à deriva, à toa
Crianças, jovens, coroas
Danças de almas boas
Andança de olhares
Milhares de sonhos de pessoas
Eu andei no Andaraí
E quero te encontrar andando por aqui
Somos luz e o livre arbítrio nos conduz
A CIDADE DE DEUS É NOSSA CIDADE
Fui à Cidade de Deus
E o encontro se deu entre os seus
Deus do céu, da cidade, do fiel à amizade
Deus do saber, de quem quer saber
E da poesia que também nos quer
Quer juntar-se a você e eu, se Deus quiser
A Cidade de Deus é nossa cidade
Os filhos são teus e nossa também é a felicidade
Meu Deus, na Cidade de Deus cabem todas as artes
Todos os encontros em todas as partes
E os poemas que eu acreditava que eram só meus
Descobri que entre amigos
Até aqueles versos mais antigos
Também são deles, estão na Cidade de Deus
PROVIDENCIAL
Fui ao Providência e foi providencial
Uma prova, uma cadência, uma trova especial
Entre a palavra e sua leitura
A criatividade, a criação e a criatura
Momentos iluminados onde cada um é regente
Pensamentos que iluminam a vida da gente
A mente do menino e da menina
A semente que nasce com a poesia matutina
E todos os versos com ou sem rima
Esta é a evidência da providência divina
-----------------------------------------------------
*** Esta trilogia é minha homenagem a essas Comunidades onde coordenei encontros de poesia (Oficina da Palavra) durante mês de janeiro. Experiências incríveis! Estou postando neste 19/02/2011, e agora são 23:20h, mas, detalhe: hoje terminou horário de verão, então eu comecei a escrever quase meia-noite e... Enfim, homenagem feita e postada. Poesia que segue... Até breve!
Fui ao Andaraí
E andei por ali, por aqui, por aí
E andando encontrei muita gente boa
Gente que não vive à deriva, à toa
Crianças, jovens, coroas
Danças de almas boas
Andança de olhares
Milhares de sonhos de pessoas
Eu andei no Andaraí
E quero te encontrar andando por aqui
Somos luz e o livre arbítrio nos conduz
A CIDADE DE DEUS É NOSSA CIDADE
Fui à Cidade de Deus
E o encontro se deu entre os seus
Deus do céu, da cidade, do fiel à amizade
Deus do saber, de quem quer saber
E da poesia que também nos quer
Quer juntar-se a você e eu, se Deus quiser
A Cidade de Deus é nossa cidade
Os filhos são teus e nossa também é a felicidade
Meu Deus, na Cidade de Deus cabem todas as artes
Todos os encontros em todas as partes
E os poemas que eu acreditava que eram só meus
Descobri que entre amigos
Até aqueles versos mais antigos
Também são deles, estão na Cidade de Deus
PROVIDENCIAL
Fui ao Providência e foi providencial
Uma prova, uma cadência, uma trova especial
Entre a palavra e sua leitura
A criatividade, a criação e a criatura
Momentos iluminados onde cada um é regente
Pensamentos que iluminam a vida da gente
A mente do menino e da menina
A semente que nasce com a poesia matutina
E todos os versos com ou sem rima
Esta é a evidência da providência divina
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*** Esta trilogia é minha homenagem a essas Comunidades onde coordenei encontros de poesia (Oficina da Palavra) durante mês de janeiro. Experiências incríveis! Estou postando neste 19/02/2011, e agora são 23:20h, mas, detalhe: hoje terminou horário de verão, então eu comecei a escrever quase meia-noite e... Enfim, homenagem feita e postada. Poesia que segue... Até breve!
domingo, 30 de janeiro de 2011
SOGRA É A SUA VÓ
MANOEL HERCULANO
Eu sinto tanta saudade da vovó, mas tanta, tanta, que até sobra
E aí, não apenas por dó, sinto saudade também da minha sogra
As duas possuem qualidades, peculiaridades, defeitos e afins
Com elas já vivi momentos que são raridades, bons e ruins
Se uma tem a fama de ser chata, entrona, a que chega e fica
A outra não usa chibata mas supervisiona e com jeitinho implica
Elas viraram personagens e a sogra quase sempre é a vilã
Mas entre mitos e bobagens a vovozinha poderá oferecer a maçã
E como é uma arte saber desatar nó, fazer e desfazer manobra
Digo-lhes que nem toda sogra é vó, mas toda vovó é ou foi sogra
Portanto, por que o espanto, se uma ou outra nunca vem só
E se você ainda quer xodó, vá ao tororó, porque sogra é a sua vó
-----------------------------------------------------------------
--- E neste 30/01/2011, quase meia-noite, estou postando esta homenagem que fiz a essas duas personagens reais e importantes em nossas vidas. Ah, mais um poema com temas sugeridos pela OLDI.
Eu sinto tanta saudade da vovó, mas tanta, tanta, que até sobra
E aí, não apenas por dó, sinto saudade também da minha sogra
As duas possuem qualidades, peculiaridades, defeitos e afins
Com elas já vivi momentos que são raridades, bons e ruins
Se uma tem a fama de ser chata, entrona, a que chega e fica
A outra não usa chibata mas supervisiona e com jeitinho implica
Elas viraram personagens e a sogra quase sempre é a vilã
Mas entre mitos e bobagens a vovozinha poderá oferecer a maçã
E como é uma arte saber desatar nó, fazer e desfazer manobra
Digo-lhes que nem toda sogra é vó, mas toda vovó é ou foi sogra
Portanto, por que o espanto, se uma ou outra nunca vem só
E se você ainda quer xodó, vá ao tororó, porque sogra é a sua vó
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--- E neste 30/01/2011, quase meia-noite, estou postando esta homenagem que fiz a essas duas personagens reais e importantes em nossas vidas. Ah, mais um poema com temas sugeridos pela OLDI.
domingo, 2 de janeiro de 2011
ANO DEZ
MANOEL HERCULANO
Com os devidos direitos, eu não direi 'até logo' nem 'até breve'
Com os pedidos feitos, me despedirei como quem não deve
Objetivos eleitos, agradecimentos refeitos, sou o que se atreve
Porque a pedida é uma despedida com um 'até nunca mais'
E assim despeço-me de mais um ano, um ano demais
Às vezes leve, às vezes leviano, mas confiante, a favor da paz
Despeço-me livre, perseverante, como se voasse a dez mil pés
Como se me doasse, porque querendo ou não, foi um ano dez
Hora de subir ao pódio com medalhas de ouro, prata, bronze
Coração sem ódio para que, após o ano dez, que venha o onze
Com mais canções e poemas, razões para felicidades plenas
Muito mais amizade, de verdade, tipo dez, dezenas, centenas
E que venham os encontros entre iguais e diferentes
E todos os pontos que elevam o positivo de nossas mentes
Venha ano novo, e que o velho tenha vez de novo
Venha esperança, com a vitalidade de uma criança
Vida que segue, coração entregue ao amor e sua astúcia
Não há como fugir, a saída é interagir com a poesia que pulsa
No ano novo, na novidade do de novo, da alegria avulsa
Porque quando o mundo se abre, a vida te cabe, não te expulsa
E não é à toa que achamos a vida boa quando a arte discursa
Então eu digo adeus, com muita coragem, ao ano que partirá
Desejo boa viagem, pois com minha bagagem, eu sei desde já
Quem bate na porta da frente, todo contente, não se contentará
Um ano novinho, cheinho de amor pra dar, e sua mensagem
Não é miragem, é o ano novo que também já está de passagem.
------------------------------------------------------------------------
--- Estou de volta, e desta vez não demorei, para fechar um ano e abrir o outro poeticamente. Aqui está ANO DEZ, feito recentemente e postado às 17:20h deste dia 02/01/2011. E como escrevi no Facebook: "NADA CONTRA MEDALHAS DE PRATA E BRONZE/ MAS EU QUERO OURO EM DOIS MIL E ONZE". Viva a poesia, viva a vida, no ano novo e sempre!!!
Com os devidos direitos, eu não direi 'até logo' nem 'até breve'
Com os pedidos feitos, me despedirei como quem não deve
Objetivos eleitos, agradecimentos refeitos, sou o que se atreve
Porque a pedida é uma despedida com um 'até nunca mais'
E assim despeço-me de mais um ano, um ano demais
Às vezes leve, às vezes leviano, mas confiante, a favor da paz
Despeço-me livre, perseverante, como se voasse a dez mil pés
Como se me doasse, porque querendo ou não, foi um ano dez
Hora de subir ao pódio com medalhas de ouro, prata, bronze
Coração sem ódio para que, após o ano dez, que venha o onze
Com mais canções e poemas, razões para felicidades plenas
Muito mais amizade, de verdade, tipo dez, dezenas, centenas
E que venham os encontros entre iguais e diferentes
E todos os pontos que elevam o positivo de nossas mentes
Venha ano novo, e que o velho tenha vez de novo
Venha esperança, com a vitalidade de uma criança
Vida que segue, coração entregue ao amor e sua astúcia
Não há como fugir, a saída é interagir com a poesia que pulsa
No ano novo, na novidade do de novo, da alegria avulsa
Porque quando o mundo se abre, a vida te cabe, não te expulsa
E não é à toa que achamos a vida boa quando a arte discursa
Então eu digo adeus, com muita coragem, ao ano que partirá
Desejo boa viagem, pois com minha bagagem, eu sei desde já
Quem bate na porta da frente, todo contente, não se contentará
Um ano novinho, cheinho de amor pra dar, e sua mensagem
Não é miragem, é o ano novo que também já está de passagem.
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--- Estou de volta, e desta vez não demorei, para fechar um ano e abrir o outro poeticamente. Aqui está ANO DEZ, feito recentemente e postado às 17:20h deste dia 02/01/2011. E como escrevi no Facebook: "NADA CONTRA MEDALHAS DE PRATA E BRONZE/ MAS EU QUERO OURO EM DOIS MIL E ONZE". Viva a poesia, viva a vida, no ano novo e sempre!!!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
SOLIDÃO DIGNA
MANOEL HERCULANO
Eu quero fazer uma solicitação à solidão
Para quem vive sozinho e leva um vidão
Quero dizer da solidão dos que não se dão
Dos sólidos, dos sórdidos, dos que só dão
A solidão daqueles que vivem de prontidão
Dos solteiros, dos sorrateiros na multidão
Quero falar da solidez de todas as solidões
Que correm pelos rios, pelo rio Solimões
Mas eu quero a solidão digna dos poetas
A solidão que instiga, que nos projeta
Nos leva para além dos campos de algodão
Eu quero os meus cem anos de solidão.
---------------------------------------------------------
--- São 2:15h da véspera de Natal (24/12/10), e me deu vontade de postar esta minha visão sobre a dignidade da solidão...
Eu quero fazer uma solicitação à solidão
Para quem vive sozinho e leva um vidão
Quero dizer da solidão dos que não se dão
Dos sólidos, dos sórdidos, dos que só dão
A solidão daqueles que vivem de prontidão
Dos solteiros, dos sorrateiros na multidão
Quero falar da solidez de todas as solidões
Que correm pelos rios, pelo rio Solimões
Mas eu quero a solidão digna dos poetas
A solidão que instiga, que nos projeta
Nos leva para além dos campos de algodão
Eu quero os meus cem anos de solidão.
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--- São 2:15h da véspera de Natal (24/12/10), e me deu vontade de postar esta minha visão sobre a dignidade da solidão...
domingo, 5 de dezembro de 2010
VOZ DA CONSCIÊNCIA
MANOEL HERCULANO
Com licença, esta é uma voz da consciência:
Hum hum humhumhum...
Ouça como quem um dia ouviu o apito negreiro do navio
Como quem se importa com o que realmente importa
Ouça como quem ainda ouve o apito da fábrica
Como se nossas digitais fossem iguais, impressas na mesma gráfica
Como se estivéssemos com os dois pés no chão da África
Ouça, ouça o canto da matriarca de todas as raças
O lamento dos caçadores e principalmente das caças
Ouça o que nos diz a lei da igualdade
Da liberdade, da responsabilidade, da solidariedade
Ouça aquele grito, antes que ele se perca no infinito
Ouça o gemido, e o poema que também quer ser ouvido
Ouça a prece, não se abandone, não se aprisione, não se apresse
Vista-se de mamãe África, com todas as suas cores e sabores
Porque se as cores têm afinidades, as raças têm africanidades
E eu não passo recibo, não dou cheque, já é sabido, sou black
Ouça minha voz, e cá entre nós, a canção que canto não é grega
Sabemos que as estrelas brilham muito mais numa noite negra
E se o negro já entrou para a história e está na ciência
Paciência, nada de ter piedade, sentir dó, o negro não está só
A ideia é ter atitude, e não apertar novamente o nó da chibata, da violência
Para que a negritude entre definitivamente na ribalta da nossa consciência.
-------------------------------------------------------------
--- Neste dia 5 de dezembro (agora são 22h), estou postando este poema que fiz para falar no CORUJÃO da POESIA, no OI FUTURO de Ipanema, dia 25 de novembro/2010, pelo dia da Consciência Negra. Gostei, e você? Comente, por favor. Até breve!
Com licença, esta é uma voz da consciência:
Hum hum humhumhum...
Ouça como quem um dia ouviu o apito negreiro do navio
Como quem se importa com o que realmente importa
Ouça como quem ainda ouve o apito da fábrica
Como se nossas digitais fossem iguais, impressas na mesma gráfica
Como se estivéssemos com os dois pés no chão da África
Ouça, ouça o canto da matriarca de todas as raças
O lamento dos caçadores e principalmente das caças
Ouça o que nos diz a lei da igualdade
Da liberdade, da responsabilidade, da solidariedade
Ouça aquele grito, antes que ele se perca no infinito
Ouça o gemido, e o poema que também quer ser ouvido
Ouça a prece, não se abandone, não se aprisione, não se apresse
Vista-se de mamãe África, com todas as suas cores e sabores
Porque se as cores têm afinidades, as raças têm africanidades
E eu não passo recibo, não dou cheque, já é sabido, sou black
Ouça minha voz, e cá entre nós, a canção que canto não é grega
Sabemos que as estrelas brilham muito mais numa noite negra
E se o negro já entrou para a história e está na ciência
Paciência, nada de ter piedade, sentir dó, o negro não está só
A ideia é ter atitude, e não apertar novamente o nó da chibata, da violência
Para que a negritude entre definitivamente na ribalta da nossa consciência.
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--- Neste dia 5 de dezembro (agora são 22h), estou postando este poema que fiz para falar no CORUJÃO da POESIA, no OI FUTURO de Ipanema, dia 25 de novembro/2010, pelo dia da Consciência Negra. Gostei, e você? Comente, por favor. Até breve!
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