MANOEL HERCULANO
Aconteça o que aconteça, o encontro acontece, casualmente, toda terça
Por volta da meia-noite, poemas e canções latentes, doem como um açoite
E então, Corujas em ação, cruzam a cidade, na velocidade de um rojão
Chegam voando, avoados e pousam entre letras e expressões do Corujão.
São tantos poemas e poetas, melodias certas, e corações dando incertas
Que a poesia se materializa, e na prosa das Bibliotecas, o verso se realiza
Até madrugada fria esquenta, se alonga, e nem carece ter paciência de Jó
A fila anda, senta, se prolonga, acaba em festa, igual música do Ben Jor.
Livros e contos, contos de fadas, palavras escritas e faladas de todo sabor
Amizades, encontros, novidades, achados e perdidos, perdidinhos de amor
A noite vira um Meninão, de quatro anos, com toda sua peculiar rebeldia
Coruja que se presa faz planos, alça voo, dá show, no CoruJoão da poesia.
Mas hoje é primavera e, sem nostalgia, a palavra de ordem é a-ni-ver-sá-ri-o
Se é terça a gente reza, com alegria, uma prece, um terço, e até um rosário
Corujas, Luas, Jorges, metamorfoses, noite após dia, a pá lavra até o sol raiar
E salve simpatia, porque a poesia quer mais, muito mais vida para aniversariar.
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*** ESTE EU FIZ QUANDO O "CORUJÃO DA POESIA" COMPLETOU 4 ANOS, EM NOVEMBRO/2009.
ESTOU SEMPRE LÁ, TODA TERÇA-FEIRA A PARTIR DA MEIA-NOITE. LIVRARIA LETRAS & EXPRESSÕES, NA ATAULFO DE PAIVA - LEBLON. JORGE BEN JOR É PADRINHO DO EVENTO, E DE VEZ EM QUANDO PASSA A MADRUGADA COM A GENTE. A COORDENAÇÃO É DO PROF. JOÃO LUIZ.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
UM LOUCO
MANOEL HERCULANO
Não, não, eu não sou doido, muito menos maluco
Ainda não mordo, não rasgo dinheiro, estou no lucro
Eu também não como cocô, e se você acha pouco
Saiba que sou poeta e ator, enfim, sou um louco
Mas alto lá, aqui, acolá, a loucura tem sua razão
Através dela, aquela minha lucidez tem vez, dá vazão
Até porque a essa altura, a poesia e eu já não temos cura
Faz parte do risco da arte, esta consciente loucura
Então eu grito, sem o coração aflito: sou louco
Acho que soa bem, a loucura do belo, do bem, do broco
Porém, não descuide da sua loucura, nem abuse da mistura
Doido, louco, maluco, tudo junto, ninguém atura
Escolha seu bloco, não perca o foco, faça acontecer
Preste atenção na natureza, na beleza da lua, do anoitecer
Agradeça a inspiração, a respiração, o amanhecer
Apareça pelo que faz, pelo que é, pelo que quer ser
Prefira sempre a sabedoria do doido, do louco, do maluco
Pois a ideia gira, transpira, e pensamento morto não dá suco
Enlouqueça, mas enlouqueça conscientemente
Faça e aconteça, com razão, emoção, corpo e mente
E se você não for o mais garrido, nem penta, nem tetra
Seja sua própria fortaleza
Mesmo sendo doido varrido, um louco de pedra
Ou, com certeza, maluco beleza
---------------------------------------------------------------------------
*** MADRUGADA DO DIA 18/01/2010, E EIS AQUI UM DOS ÚLTIMOS POEMAS FINALIZADOS. ACHO A LOUCURA INSTIGANTE. NÃO A DOS QUE NÃO SE DECIDEM, QUE NÃO ENTENDEM A PRÓPRIA LOUCURA E PRECISAM, DE FATO, DE UM PSIQUIATRA... COMO FALO NO ESPETÁCULO: VIVA A LOUCURA LÚCIDA, LÚDICA!!!
Não, não, eu não sou doido, muito menos maluco
Ainda não mordo, não rasgo dinheiro, estou no lucro
Eu também não como cocô, e se você acha pouco
Saiba que sou poeta e ator, enfim, sou um louco
Mas alto lá, aqui, acolá, a loucura tem sua razão
Através dela, aquela minha lucidez tem vez, dá vazão
Até porque a essa altura, a poesia e eu já não temos cura
Faz parte do risco da arte, esta consciente loucura
Então eu grito, sem o coração aflito: sou louco
Acho que soa bem, a loucura do belo, do bem, do broco
Porém, não descuide da sua loucura, nem abuse da mistura
Doido, louco, maluco, tudo junto, ninguém atura
Escolha seu bloco, não perca o foco, faça acontecer
Preste atenção na natureza, na beleza da lua, do anoitecer
Agradeça a inspiração, a respiração, o amanhecer
Apareça pelo que faz, pelo que é, pelo que quer ser
Prefira sempre a sabedoria do doido, do louco, do maluco
Pois a ideia gira, transpira, e pensamento morto não dá suco
Enlouqueça, mas enlouqueça conscientemente
Faça e aconteça, com razão, emoção, corpo e mente
E se você não for o mais garrido, nem penta, nem tetra
Seja sua própria fortaleza
Mesmo sendo doido varrido, um louco de pedra
Ou, com certeza, maluco beleza
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*** MADRUGADA DO DIA 18/01/2010, E EIS AQUI UM DOS ÚLTIMOS POEMAS FINALIZADOS. ACHO A LOUCURA INSTIGANTE. NÃO A DOS QUE NÃO SE DECIDEM, QUE NÃO ENTENDEM A PRÓPRIA LOUCURA E PRECISAM, DE FATO, DE UM PSIQUIATRA... COMO FALO NO ESPETÁCULO: VIVA A LOUCURA LÚCIDA, LÚDICA!!!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
A B R A - S E
MANOEL HERCULANO
- Abra a boca, mas só deixe fugir, escapar, as palavras que não vão destruir, detonar.
- Abra os olhos, não só para olhar, mas também para ver, para enxergar.
- Abra o livro, sinta-se livre, olhe as palavras, leia as figuras, encontre as curas.
- Abra a porta, saia do cubículo, de todo e qualquer mundinho medíocre, ridículo.
- Abra a mente, permita-se simplesmente, e num segundo, terá seu cantinho no mundo.
- Abra o presente, sem medo de, no futuro, ter um passado sempre muito presente.
- Abra a mão, mas não abra mão de me ver, de ser, de evoluir, construir, de crescer.
- Abra o jogo, com sinceridade na mesa, sem muita franqueza, sem arrogo, sem ser fogo.
- Abra os ouvidos, quando o silêncio falar, quando chegar a hora do diálogo do olhar.
- Abra a roda, para eu entrar, faça a poda se precisar, mas cultive a paz e todo bem que nos refaz.
- Abra os braços, quando eu chegar, para me acolher, me escolher, para me abraçar.
- Abra os trabalhos, mas cuidado com os baralhos, com os vários caminhos, os atalhos.
- Abra um sorriso, quando se encantar, se encontrar, quando a gente se reencontrar.
- Abra uma brecha na agenda, uma fresta na cortina de renda, abra-se, e me aprenda.
------------------------------------------------------------------------------
*** RESOLVI INICIAR 2010 POSTANDO ESTE POEMA QUE ESCREVI RECENTEMENTE (30/12/09). SÃO 3:15h DO DIA 01/01/10. POIS É, FIQUEI EM CASA, NA VIRADA DO ANO, TRANQUILO, SÓ, COM MEUS "EUS"... ACHO QUE COMECEI BEM, PORQUE 2010 SERÁ DEZ!!!
- Abra a boca, mas só deixe fugir, escapar, as palavras que não vão destruir, detonar.
- Abra os olhos, não só para olhar, mas também para ver, para enxergar.
- Abra o livro, sinta-se livre, olhe as palavras, leia as figuras, encontre as curas.
- Abra a porta, saia do cubículo, de todo e qualquer mundinho medíocre, ridículo.
- Abra a mente, permita-se simplesmente, e num segundo, terá seu cantinho no mundo.
- Abra o presente, sem medo de, no futuro, ter um passado sempre muito presente.
- Abra a mão, mas não abra mão de me ver, de ser, de evoluir, construir, de crescer.
- Abra o jogo, com sinceridade na mesa, sem muita franqueza, sem arrogo, sem ser fogo.
- Abra os ouvidos, quando o silêncio falar, quando chegar a hora do diálogo do olhar.
- Abra a roda, para eu entrar, faça a poda se precisar, mas cultive a paz e todo bem que nos refaz.
- Abra os braços, quando eu chegar, para me acolher, me escolher, para me abraçar.
- Abra os trabalhos, mas cuidado com os baralhos, com os vários caminhos, os atalhos.
- Abra um sorriso, quando se encantar, se encontrar, quando a gente se reencontrar.
- Abra uma brecha na agenda, uma fresta na cortina de renda, abra-se, e me aprenda.
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*** RESOLVI INICIAR 2010 POSTANDO ESTE POEMA QUE ESCREVI RECENTEMENTE (30/12/09). SÃO 3:15h DO DIA 01/01/10. POIS É, FIQUEI EM CASA, NA VIRADA DO ANO, TRANQUILO, SÓ, COM MEUS "EUS"... ACHO QUE COMECEI BEM, PORQUE 2010 SERÁ DEZ!!!
sábado, 26 de dezembro de 2009
BRASIL SIL SIL
Manoel Herculano
Quem me vê, quem me viu, quem só me ouviu
Quem irá dizer que eu não tenho a cara do Brasil?
E tenho mais: a cor, o som, o dom, o ritmo
Deste meu Brasil, brasileiríssimo, legítimo.
Eu sou semelhante aos gritos de gol no estádio
Sou como as canções que chegam pelas ondas do rádio.
Pelas veredas, nos grandes sertões, pelas manhãs
Como sedas, abrindo os botões das Rosas dos Guimarães.
Pelas vidas secas, ressecadas, de tantos fulanos
Sem as folhas esverdeadas dos Ramos dos Gracilianos.
Porque o Brasil é isso, mansão e cortiço.
É sotaque, é folclore, destaque com as tintas que o colorem.
Uma nação estampada na cara de quem ainda pede bis
Em plena madrugada, dos poemas e canções que não fiz
Nos palcos do tudo ou nada, nas danças de um país.
Portanto, não há troço nem treco, mesmo em forma de funil
Que impeça esse eco: Brasil sil sil!
--------------------------------------------------------------------
*** ENTRE ALGUNS POEMAS QUE EU NUNCA SEI SE JÁ COLOQUEI O PONTO FINAL, ESCOLHI ESTE PARA PUBLICAR E FECHAR O ANO. FELIZ 2010!!! QUE SEJA, DE FATO, UM ANO DEZ!
P.S. Foi escrito há um ano! (01/12/08), um pouco antes de participar do programa do JPRoriz na Rádio RJ.
Quem me vê, quem me viu, quem só me ouviu
Quem irá dizer que eu não tenho a cara do Brasil?
E tenho mais: a cor, o som, o dom, o ritmo
Deste meu Brasil, brasileiríssimo, legítimo.
Eu sou semelhante aos gritos de gol no estádio
Sou como as canções que chegam pelas ondas do rádio.
Pelas veredas, nos grandes sertões, pelas manhãs
Como sedas, abrindo os botões das Rosas dos Guimarães.
Pelas vidas secas, ressecadas, de tantos fulanos
Sem as folhas esverdeadas dos Ramos dos Gracilianos.
Porque o Brasil é isso, mansão e cortiço.
É sotaque, é folclore, destaque com as tintas que o colorem.
Uma nação estampada na cara de quem ainda pede bis
Em plena madrugada, dos poemas e canções que não fiz
Nos palcos do tudo ou nada, nas danças de um país.
Portanto, não há troço nem treco, mesmo em forma de funil
Que impeça esse eco: Brasil sil sil!
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*** ENTRE ALGUNS POEMAS QUE EU NUNCA SEI SE JÁ COLOQUEI O PONTO FINAL, ESCOLHI ESTE PARA PUBLICAR E FECHAR O ANO. FELIZ 2010!!! QUE SEJA, DE FATO, UM ANO DEZ!
P.S. Foi escrito há um ano! (01/12/08), um pouco antes de participar do programa do JPRoriz na Rádio RJ.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
DE QUEM É A CULPA?
MANOEL HERCULANO
Decreto, sem lamento, lente de aumento ou lupa
Declare, sinceramente: de quem é a culpa?
De quem é ignorante ou de quem tem alma culta?
De quem faz tudo às claras ou de quem oculta?
De quem nada faz ou de quem de tudo se ocupa?
De quem relaxa ou de quem só se preocupa?
De quem aceita provocação ou de quem insulta?
De quem é gente adúltera ou de quem adultera a vida adulta?
De quem não usa camisinha ou de quem disso resulta?
De quem erra o diagnóstico ou de quem não vai à consulta?
De quem pariu ou de quem é filho do que computa?
De quem vota em ladrão ou do eleito que furta?
De quem faz análise ou de quem simplesmente surta?
De quem tira onda ou de quem nela surfa?
De quem é árvore ou de quem prefere ser fruta?
De quem usa a inteligência ou de quem opta pela força bruta?
De quem tem mão boba ou da via de mão dupla?
De quem paga ou de quem aplica a multa?
De quem espera cair do céu ou de quem vai à luta?
De quem faz corpo mole ou de quem se mata na labuta?
De quem lê o tablóide ou do analista que sem explicação, exulta?
De quem prega que tudo pode ou de quem defende rédea curta?
Desculpa, mas se tudo pode, então não Freud com esse papo de culpa.
-----------------------------------------------------------------
*** MAIS UM POEMA NASCIDO NA OLDI. APÓS LEITURA DE "ENIGMAS DA CULPA", DO MOACYR SCLIAR, A MISSÃO ERA ESCREVER SOBRE ESSE TEMA NADA PALPITANTE... E POIS NÃO É QUE RENDEU?! DA MINHA PARTE, ESTE FOI O RESULTADO. ALIÁS, NADA CONTRA ESSE E OUTROS TEMAS CONSIDERADOS NÃO MUITO PALPITANTES. SEMPRE RECORRO À SOLIDÃO, POR EXEMPLO. LITERALMENTE...
Decreto, sem lamento, lente de aumento ou lupa
Declare, sinceramente: de quem é a culpa?
De quem é ignorante ou de quem tem alma culta?
De quem faz tudo às claras ou de quem oculta?
De quem nada faz ou de quem de tudo se ocupa?
De quem relaxa ou de quem só se preocupa?
De quem aceita provocação ou de quem insulta?
De quem é gente adúltera ou de quem adultera a vida adulta?
De quem não usa camisinha ou de quem disso resulta?
De quem erra o diagnóstico ou de quem não vai à consulta?
De quem pariu ou de quem é filho do que computa?
De quem vota em ladrão ou do eleito que furta?
De quem faz análise ou de quem simplesmente surta?
De quem tira onda ou de quem nela surfa?
De quem é árvore ou de quem prefere ser fruta?
De quem usa a inteligência ou de quem opta pela força bruta?
De quem tem mão boba ou da via de mão dupla?
De quem paga ou de quem aplica a multa?
De quem espera cair do céu ou de quem vai à luta?
De quem faz corpo mole ou de quem se mata na labuta?
De quem lê o tablóide ou do analista que sem explicação, exulta?
De quem prega que tudo pode ou de quem defende rédea curta?
Desculpa, mas se tudo pode, então não Freud com esse papo de culpa.
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*** MAIS UM POEMA NASCIDO NA OLDI. APÓS LEITURA DE "ENIGMAS DA CULPA", DO MOACYR SCLIAR, A MISSÃO ERA ESCREVER SOBRE ESSE TEMA NADA PALPITANTE... E POIS NÃO É QUE RENDEU?! DA MINHA PARTE, ESTE FOI O RESULTADO. ALIÁS, NADA CONTRA ESSE E OUTROS TEMAS CONSIDERADOS NÃO MUITO PALPITANTES. SEMPRE RECORRO À SOLIDÃO, POR EXEMPLO. LITERALMENTE...
sábado, 7 de novembro de 2009
A G E N D A
MANOEL HERCULANO e seus POEMAS de HUMOR e AMOR
*****UM AUTOR À PROCURA DE PERSONAGENS*****
--- Dias 16 e 30 de Novembro de 2009, às 21h
No "Conversa Fiada" em Ipanema
End: Rua Vinícius de Moraes, 75 - 3. andar
Obs: Haverá participação de outros poetas.
--- Dia 26 de Novembro de 2009, às 15h
No I B M R, em Botafogo
End: Praia de Botafogo, 158
Obs: Após apresentação, haverá convidados
*** ESPERO VOCÊ, QUE GOSTA DO MEU TRABALHO
*****UM AUTOR À PROCURA DE PERSONAGENS*****
--- Dias 16 e 30 de Novembro de 2009, às 21h
No "Conversa Fiada" em Ipanema
End: Rua Vinícius de Moraes, 75 - 3. andar
Obs: Haverá participação de outros poetas.
--- Dia 26 de Novembro de 2009, às 15h
No I B M R, em Botafogo
End: Praia de Botafogo, 158
Obs: Após apresentação, haverá convidados
*** ESPERO VOCÊ, QUE GOSTA DO MEU TRABALHO
OUTRAS FALAS I
Manoel Herculano
I
Olharam-se, apaixonaram-se, beijaram-se
E no meio da rua, banhados pela lua
Completamente apaixonados
Morreram atropelados.
II
Liguei para dizer que era o fim
mas fiquei mudo
Foi então que, antes de mim
ela colocou um ponto final em tudo.
III
Baile à fantasia
na minha frente, um verdadeiro filé
Fiz a cortesia
a máscara caiu de repente, era minha ex-mulher.
IV
Não tenho medo da morte
Não sou desse tipo de gente
Só peço a Deus muita sorte
Para, se possível, ficar pra semente.
V
Ela tinha uma queda por ele, ele era caído por ela
Coisas de quem ama.
Um dia se esbarraram, e enfim os dois acabaram
Caidinhos na lama.
-----------------------------------------------------------------------
*** É isso aí, estou exercitando, aprendendo. Difícil para quem é um tanto prolixo...
I
Olharam-se, apaixonaram-se, beijaram-se
E no meio da rua, banhados pela lua
Completamente apaixonados
Morreram atropelados.
II
Liguei para dizer que era o fim
mas fiquei mudo
Foi então que, antes de mim
ela colocou um ponto final em tudo.
III
Baile à fantasia
na minha frente, um verdadeiro filé
Fiz a cortesia
a máscara caiu de repente, era minha ex-mulher.
IV
Não tenho medo da morte
Não sou desse tipo de gente
Só peço a Deus muita sorte
Para, se possível, ficar pra semente.
V
Ela tinha uma queda por ele, ele era caído por ela
Coisas de quem ama.
Um dia se esbarraram, e enfim os dois acabaram
Caidinhos na lama.
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*** É isso aí, estou exercitando, aprendendo. Difícil para quem é um tanto prolixo...
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